terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dallyanna Lima... 4 anos depois

Por Clenes Alves
Esse é mais um ano em que essa data me é muito triste e bem que poderia ser apagada - mas mesmo que fosse não apagaria os acontecimentos tristes que culminaram por transformar tal dia em um dos mais trágicos de minha vida.

Hoje é o dia em que perdi uma pessoa muito especial chamada Dallynna Lima. quer dizer, já se passaram 4 anos, mas parece que foi ontem, pois os sentimentos de tristeza ainda permanecem.

Mas, como alguém me falou que deveria fazer, posto agora um pouco de quem foi essa estrela tão iluminada:

Dallyanna Lima nasceu em Xapuri, em 16 de dezembro de 1987, no Seringal Floresta, colocação Gafanhoto, onde viveu até os seus 13/14 anos, vindo para a cidade estudar. Aqui conheceu o teatro e se apaixonou pela arte, fazendo trabalhos com o Grupo Poronga e a Cia. Garatuja (esta última, de Rio Branco). Participou de alguns festivais (FESTAC e Festival Brasileense de Teatro), inclusive levando o prêmio de melhor atriz coadjuvante em um deles.

Nesse enredo artístico também era contadora de histórias, por vezes diretora e até escreveu muitos dos textos que apresentava (um deles circulando alguns municípios do Acre, adentrando Bolívia e também Peru).

Nesse meio tempo casou-se, mesmo muito jovem, tendo de regrar um pouco de sua vida artística porque o marido 'não deixava' - veio a se separar após a violência doméstica que sofria, sendo que a última a mandou com ferimentos graves para o hospital.


Para fugir da vida de violência chegou a passar quase um ano no Rio de Janeiro e até fez alguns testes para a televisão, mas foi na gravidez que consiguiu ser chamada para um atuar nas telinhas brasileiras, mas não sabia que nunca chegaria de fato a gravar.

Em Xapuri, quando veio passar algumas semanas, se apaixonou e acabou ficando. Como toda mulher moderna ela mesma pedira o namorado em casamento (ou namorido, como gostava de chamar).

Quando descobriu a gravidez logo se apaixonou pelo menino que estava por vir - estranhamente, Dallyanna sabia desde o início, mesmo antes de ser posível ver pelas ultrassonografias, que seria um bebê do sexo masculino.

Mas, como toda estrela, Dallyanna foi brilhar mais longe, no alto, após o mal-sucedido procedimento de parto que culminou em sua morte, no dia 28 de dezembro de 2006.

Dallyanna Lima não chegou a ver o seu filho, nem um simples olhar, as dores e a falta de consciência - quase todo o tempo seguido do parto - fez com que uma verdadeira agonia passasse a habitar nos corações de seus parentes e amigos que acompanhavam de perto, mas sem poder fazer nada naquele caso nebuloso.

Seus amigos verdadeiramente a amam e por isso mesmo ela é lembrada em todos os lugares, principalmente nas apresentações teatrais, em que todas, ao final, são dedicadas a ela.

Dally partiu, mas deixou um filho lindo, uma família que a a adora e amigos que sabem que seu laço é mais forte que tudo - até mesmo que a própria morte.

Assim, só me resta dizer dizer que o amor que nos une é tão grande que por mais que compreenda que a morte é apenas um continuação da vida não consigo entender porque pessoas tão especiais vão embora enquanto o mundo permanece povoado de vivos monstruosos.

Dallyanna, eternamente Dallyanna, como diz o poeta: 'o amor é infinito'.
Fotos:
*1 - Dallyanna Lima em circulação de espetáculo no Peru - Por Clenes Alves;
*2 - Dallyanna Lima em Senador Guiomar onde apresentava o espetáculo Chapurys (Grupo Poronga em parceria com a Cia. Garatuja) - Por Hédson Uchoa;
*3 - Dallyanna com os amigos Clenes Alves e Mayra Souza - Por Cildo Aquino.





segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Aniversário do Amon-há

Hoje é mais um daqueles dias especiais: o dia em que Amon-há Kirshnan completa os seus 4 aninhos de idade.
Amon-há Kirshnan é filho de Dallyanna Lima e Cildo Aquino. É órfão de mãe, criado pelo pai e por sua avó, rodeado de crianças - seus primos - cheio de energia como todo menino de sua idade.

O pequeno adora bolo e por isso a família se reunirá, logo mais à noite, para fazer uma singela manifestação de afeto nesse dia especial e ao mesmo tempo triste - pois sua mãe faleceu um dia após concebê-lo, sequer chegando a ver o filho que tanto amou desde o dia que soube estar grávida.


Recebeu nome de dois deuses da mitologia egípcia (Amon-há = Deus dos deuses, força criadora de vida; e Kirshnan = um tipo de deus da fertilidade), escolhidos carinhosamente por sua mãe, pouco após o 5º mês de gestação.


Amon-há estuda na creche olhar de criança e, como a mãe, já está aprendendo, desde cedo, a contar histórias e fazer teatro.

Ficam os nossos parabéns!
Fotos:
*1 - Amon-há com Clenes e Clemilsa - Por Clenes Alves;
*2 - Amon-há com cerca de 02 anos - Por Cildo Aquino.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

É natal!

É o que o blog HMX deseja a você, leitor, que não nos abandona!
Muita luz no seu caminho!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Papai Noel em Xapuri



Já é tradição em Xapuri a visita do Papai Noel próximo ao dia de natal. Esse ano, ainda no dia de hoje, muito cedo o "Papai Noel" desfilava pelas ruas da cidade, sobre um carro todo enfeitado, gritando o famoso 'Ho, ho, ho, Feliz Natal', alegrando a criançada e garantindo uma entrega de presentes, a partir das 20h, no Painel dos Mártires.


Juntamente com a entrega de presentes um programação cultural, com apresentações de roda de Capoeira do grupo Senzala, algumas performances musicais com alunos do Pró-Jovem Adolescente, além da participação do Grupo Parlendas que está em Circulação Literária com patrocínio da Funarte/MinC.


O evento é organizado pela Prefeitura Municipal de Xapuri e movimenta a sempre calma cidade, trazendo as famosas e tradicionais (no mundo todo) festas de fim de ano.


Como disse uma criança na rua, ao ver o carro passando: "Papai Noel chegou! então é natal!".
Fotos:
*1 - Papai Noel - Lateral da Hilux que transportava o personagem natalino;
*2 - Papai Noel chegando - As duas fotos são de Clenes Alves.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

22 anos sem Chico


Chico Mendes, homem guerreiro, líder sindical, rei seringueiro, pessoa simples, iluminado... estas são algumas das palavras que poderiam denominar quem foi esse pequeno grande homem - e, de fato, são alguns dos termos que escutamos quem fala dele dizer em alto e bom som (e às vezes escrever).

Quem fala mal - esses não vale nem a pena dar ouvidos - não parou para pensar a grandeza de seus atos. Quem de nós seria capaz de lutar pelas pessoas que gosta, com todas as forças, ajuntando um verdadeiro conglomerado para auxiliá-lo? Sei que muitos podem dizer "eu seria e sou capz". ´

Está bem. Acrescente a tal questão o seguinte: e se para defender os seus e tudo aquilo que acredita tivesse de enfrentar vários capangas armados enquanto as únicas armas que você dispõe (e necessita) são a amizade e os corpos (seu e de seus amigos), além da certeza nos sonhos? A situação começou a ficar diferente, não foi?

Acrescente ainda: e se para lutar pelos seus, defender as florestas que estavam sendo derrubadas, garantir que seus sonhos se estendam a seus filhos e netos exista constantes ameaças de morte? (agora sim você pode pensar em desistir, certo?)

Pois Chico Mendes mesmo sendo ameaçado continuou a sua trilha em busca da garantia de dias melhores para si e para os seus, levando ao mundo a problemática por que passavam os moradores das florestas - alguns, a esse ponto, expulsos das matas de que tanto amavam e tiravam seu sustento.

Como duvidar da capacidade de um homem que foi um guerreiro sem armas - quer dizer, sem as habituais armas que você conhece, as que ferem o corpo, que matam o físico. Suas armas eram maiores, iam além do combate físico e irracional.

Como duvidar de alguém que lia Nietzsche, que acreditava nos sonhos e que deixou um verdadeiro legado aos seus herdeiros (no caso, todos nós)?

E principalmente, como não admirar um homem que estava à frente de seu tempo, que, como todo gênio, até hoje permanece um incompreendido por muitos de seus conterrâneos, que virou um ícone mundial em defesa do meio ambiente, mas sem deixar de ser um simples seringueiro, xapuriense e pai de família?

É. Heróis seringueiros existem cada vez menos. Cruzar os braços, criticar quem fez algo grandioso por muitos e reclamar da vida parece o mais fácil a se fazer, não é mesmo?

Há 22 anos atrás Chico Mendes era brutalmente assassinado nos fundos de sua casa, uma semana após completar 44 anos de vida - e ao invés de morrer foi imortalizado.

Quisera nascessem outros 3 ou 4 Chicos.
Ilustração:
*Chico Mendes - Tela de Rômulo Rodrigues, em exposição no Museu do Xapury até Janeiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

De olho na rede: Um tributo a Chico Mendes

Estamos inaugurando nova seção aqui no blog HMX: é o 'De olho na rede', onde compartilharemos com nossos leitores um pouco do muito que pesquisamos e achamos interessante pela rede mundial de computadores - sempre, evidentemente, citando autor e dando o link para o sítio em que está disponível.

Para início de conversa, encontramos um texto muito interessante (e emocionante), fazendo uma homenagem a Chico Mendes:



Tributo a Chico Mendes


Por Glauber Goularte Lima

Link: Aqui


A semana Chico Mendes inicia no Brasil inteiro, todos os anos, no dia de hoje (15/12), exatamente o dia do seu aniversário; e encerra no dia 22 de dezembro, data em que foi assassinado (22/12/88) a mando de latifundiários por defender a preservação da floresta amazônica. Tinha então 44 anos, muitos sonhos e nenhuma hesitação em se colocar frontalmente contra o poder secular do latifúndio.


Figura simbólica da luta contra a destruição da maior reserva de biodiversidade do planeta, pagou com seu sangue o preço de não ter preço. Inúmeras vezes os porta-vozes das grandes corporações que colocam ilegalmente a selva abaixo, quiseram comprá-lo. Vãs tentativas. Era de uma nobre estirpe, enraizada no coração do povo humilde e explorado, incapaz do gesto da traição. Seu semblante expressava uma profunda tranqüilidade, típica de pessoas especiais, que colocam causas relevantes acima da própria vida. Mesmo jurado de morte inúmeras vezes, nunca esmoreceu. Viveu a sua particular crônica de uma morte anunciada, pois todo o povo acreano sabia que seus dias estavam contados para que o latifúndio vicejasse sobre a floresta destruída. Mas nunca se entregou.


Que exemplo de honradez e dignidade, quando alguns politiqueiros de plantão andam com um cifrão à testa, oferecendo-se a quem lhes oferta o melhor preço; quando para muitos, a palavra empenhada deixou de ser a expressão da retidão de caráter para transformar-se num instrumento de engodo e traição. Esse homem, como Zumbi, foi um dos grandes do seu tempo. Herdeiro de uma tradição de resistência e luta que o poder dominante, através do esquecimento, quer apagar.


Alô, Chico. Onde quer que estejas, saiba que teu povo se orgulha de ti. Saiba que tua voz multiplicou-se em milhares de vozes, e que a vida sempre será o limite quando se defende uma causa verdadeira. Que orgulho de contigo compartilhar a condição de ser brasileiro e lutador em defesa das causas de nosso povo, quando muitos se acovardaram e hoje freqüentam as cortes do poder dominante, usufruindo de suas benesses. Tua causa é a nossa causa, e tua voz indômita e serena pra sempre ecoará no coração de nosso povo.


Até sempre, irmão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Xapuri em imagem: Placas de sinalização em Xapuri

Atendendo a pedidos, postamos foto das placas - ou pelo menos de uma delas - sendo colocada próxima da Igreja Católica, clicada por Clenes Alves.

Agora os turistas não correm mais o risco de se perder na terrinha de Chico Mendes.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Museu e Arte Xapuri: Quando o Museu do Xapury vira palco


O Museu do Xapury é uma instituição museológica, localizada à Rua Cel. Brandão, nº 156, Centro da cidade de Xapuri, interior do Estado Acre. Tal lugar abriga um pouco da história da 'Princesinha do Acre', sua formação, a febre do ouro negro amazônico, Revolução Acreana, a castanha, os povos indígenas que deram nome ao rio e a própria cidade, o comércio, seringais, o ícone Chico Mendes, os povos da floresta, os empates, enfim, abrica uma riqueza imaterial de valor incalculável, disponível aos visitantes locais e turistas de diversos lugares do Brasil e do Mundo.

Mas não é só isso. O Museu do Xapury tem se tornado, nos últimos anos, um importante espaço de abertura às artes, com diversificadas programações culturais, atraindo diferentes públicos, principalmente crianças, adolescentes e jovens, mostrando que museus não são apenas locais de coisas velhas, mas um local convidativo, um lugar de todos.

Tal fato tem se potencializado com o Projeto Museu e Arte Xapuri, aprovado na Edital 2010 da Lei Estadual de Incentivo à Cultura da Fundação Elias Mansour, cujo proponente é Clenes Alves, executado por meio da parceria entre Museu do Xapury, Grupo Arte na Ruína e Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri, patrocinados pela ArtMóveis e Comercial Duarte.

Desde que começou a ser executado, em 08 de outubro de 2010, até sua finalização, em 08 de dezembro de 2010, o Projeto Museu e Arte Xapuri contou com ampla grade de atrações culturais:

1- Apresentações teatrais realizadas pelo Grupo Arte na Ruína:

  • Belinha e o Bêbado;

  • Flor de Vida;

  • Nossos Santos Juninos;

  • Tadinha da Dona Baratinha.

2 - Apresentações de teatro infantil realizadas em parceria entre Grupo Fuxico e alunos das oficinas de iniciação tetral:

  • Zezin e Mariquinha;

  • O Sapato do Rei;

  • Chapelão de Palha e Visagem Chico da Mata;

  • A Vassoura da Bruxa.


3 - Contação de Histórias:

  • Todas realizadas pelo Grupo Fuxico de contadores de Histórias, dentro do conhecido projeto "Contos & Recontos de Xapuri".


4 - Exibições de filmes:

  • Arte na Ruína;

  • Antes que termine o dia;

  • A Noiva cadáver;

  • Mulheres do Brasil;

  • Um bom ano;

  • Aparição/ O portal;

  • Dogville;

  • O cheiro do ralo;

  • O fabuloso destino de Amelie Poulain;

  • Os melhores do mundo: notícias populares;

  • Não por acaso;

  • Vestido de noiva;

  • Dose tripla mistério;

  • Pixar Shorts.


O público estimado do projeto é de 5718 pessoas, de todas as idades, ultrapassando a meta inicial proposta, dando visibilidade à instituição, além de abrir espaço para que os artistas locais tenham mais uma fonte de renda e uma oportunidade de mostrar seu trabalho, fazendo uma espécie de intervenção, unindo patrimônio cultural, arte, educação, audiovisual, literatura e muita diversão.

Esperamos que mais iniciativas assim sejam aprovadas para que Xapuri continue evoluindo culturalmente, garantindo aos jovens uma oportunidade de se divertir com qualidade, além de abrir as portas do Museu do Xapury para o mundo - principalmente para os filhos queridos da cansada mãe Xapuri.

Arte:

Banner 1 e 2: Projeto Museu e Arte Xapuri - Divulgação.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Oficina de Laboratório de Teatro em Xapuri

Aconteceu no dia 01 de dezembro, no prédio da Universidade Aberta do Brasil, pólo de Xapuri, a oficina de Laboratório de Teatro, endereçada aos acadêmicos de Teatro da Universidade de Brasília, do Curso de Licenciatura Semi-presencial.
A oficina realizou-se das 18h às 22h, sendo endereçada aos pólos de Xapuri e Brasiléia, com o objetivo de desenvolver princípios básicos de caracterização e interpretação teatral através de exercícios práticos desenvolvidos individual e coletivamente ao artistas e futuros arte-educadores.

Quem ministrou foi Maria Garcia, tutora à distância da UnB, formada em Artes Cênicas, produtora, professora, maquiadora, palhaça, além de ser atriz - concorrendo com o curta-metragem digital "Do andar de baixo", de Otavio Chamorro e Luiza Campos, no 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (mesmo festival em que o curta xapuriense 'Arte na Ruína', de Wagner San e Clenes Alves, está participando).

Tais oficinas fazem parte do roteiro de aulas práticas programadas dentro do Curso de Licenciatura em Teatro e que acontecem a cada bimestre, onde vem tutores de Brasília trazendo aprendizagens enriquecedoras aos acadêmicos.

Foto:
*Maria Garcia - Divulgação do Curta "Do andar de Baixo".

domingo, 28 de novembro de 2010

Filme ‘Arte na Ruína’ participa do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Começou na noite de terça-feira, 23 de novembro, a mostra competitiva do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde participam grandes nomes do audiovisual nacional.

Uma semana inteira dedicada ao cinema brasileiro, que premiará diversas categorias, dos mais (in)revelados estados do Brasil.

O FBCB é um dos mais tradicionais festivais do país e, por ser o último no calendário de mostras de cinema e exigir ineditismo dos filmes participantes, causou polêmica em 2008 por trazer majoritariamente documentários na mostra competitiva de longas metragem em 35mm.

Esse ano, trazendo mais uma inovação, exibirá a mostra de documentários produzidos pelo programa Petrobrás ‘Revelando os Brasis’, dirigidos por artistas de cidades de até 20 mil habitantes e selecionou um documentário acriano, de Xapuri, terra de Chico Mendes, intitulado “Arte na Ruina’, lançado em 2008.

Arte na Ruína, com roteiro e direção de Wagner San e Clenes Alves, conta a história do Grupo de mesmo nome, da cidade de Xapuri, um pequeno mundo no Acre que se tornou palco para a tão necessária reconstrução de dois mundos em ruínas: uma delegacia abandonada e um grupo de jovens artistas oprimidos. O projeto Arte na Ruína (a 50 metros da casa do líder Chico Mendes) tem se tornado o símbolo de uma arte experimental onde um único jovem aceita o desafio de revelar para o público, através do espetáculo ‘O Ensaio Surreal do Grito Sufocado’, detalhes que levaram seus habitantes e artistas ao palco de suas vidas.

O filme acriano será exibido na programação do dia 29/11, às 15h, na Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília e já é um dos mais aguardados pelo público.

A mostra competitiva começa hoje e vai até a próxima segunda-feira (29). A expectativa da organização é que 70 mil pessoas acompanhem o festival, que vai distribuir R$ 550 mil em prêmios.

Mais informações no site: http://www.festbrasilia.com.br/2010/ e http://artenaruina.blogspot.com

As fotos são de divulgação do filme (e o banner do Festival).

sábado, 20 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra


"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra."

A frase é de Bob Marley, que postamos em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Para brindar tão importante data também postamos fotos da bela Maiele Paula, dançarina do Arte na Ruína e funcionária da Natex.

Foto:
*Acervo pessoal de Maiele Paula.

Auto da Estrela Guia - Teatro sobre o nascimento de Cristo

Hoje, às 20h, no Painel dos Mártires, a Cia. Mosaico, de Mato Grosso, juntamente com alunos dos cursos do Instituto Federal do Acre (IFAC), encenam o espetáculo "Auto da Estrela Guia", sob direção de Sandro Lucose.
O espetáculo (re)conta uma história muito conhecida: o nascimento de Jesus Cristo, mas de uma forma que você nunca viu: cheia de humor, com muita música antiga, ciranda e animação.
O folclore brasileiro é um dos elementos marcantes da encenação, deixando o espetáculo com uma cara familiar e cheia de humor, com o toque nacionalista fortemente explorado.
O espetáculo é resultado de mais um projeto da Cia. Mosaico, fundada em 1995 no Mato Grosso, com o IFAC - contando com as participações extras do Hemoacre e da Fundação Elias Mansour (FEM) - que vem sendo ensaiado desde julho.
O projeto prevê ainda apresentações na Concha Acústica amanhã, dia 21, em Rio Branco, além de oficinas em escolas da rede estadual de educação de Rio Branco.
Para quem acha que já viu tudo sobre o nascimento de Cristo vale a pena ir conferir a apresentação.
Entrada franca!

Foto: *Auto da Estrela Guia - Por Maurício Oliveira.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fiz uma tatuagem!

As pessoas tem perguntado tanto que resolvi fazer uma postagem aqui no blog sobre um dos meus grandes feitos dos últimos tempos: fiz uma tatuagem.
No último dia 26 de outubro, quando fui acopanhar minha irmã Clemilsa, no tatuador "Monkey" - Macaco, para os íntimos - resolvi que iria fazer uma tatuagem.
Nunca pensei em fazer uma mas sabia que se um dia fizesse teria de ter algum significado, pois não queria algo no corpo - por sinal, definitiva - que não trouxesse alguma história para mim, mesmo que implícita.
Então, foi assim que quando o 'Macaco' me perguntou o que iria tatuar à tarde do dia seguinte (pois marcamos pela manhã de um dia para fazer à tarde do outro) disse expontaneamente: "o nome Dallyanna e o símbolo do infinito". Evidente que ele logo me perguntou quem era Dallyanna, pois se fosse algum amor não recomendava, pois "tatoo é definitiva e não tem como voltar atrás, se arrepender", disse ele.
Então foi aí que sorri e disse que Dallyanna foi alguém especial, um amor sim, uma prima e amiga, uma alma irmã que nem a morte é capaz de separar. Ele sorriu e me disse: "então faço questão de tatuar."
Assim, fiz a minha tatoo, sem a dor gritante que muitos diziam ter, com toda a responsabilidade e profissionalismo de 'Monkey', além do material (descartável e com tinta específica para a pele).
Como receita ele passou uma pomada cicatrizante, recomendou que não comesse comida 'reimosa' e nada de bebidas alcoólicas por 15 dias (sacrifício que vale muito a pena).
Esses dias estava lendo na internet uma frase de autor desconhecido que dizia: "quem tem tatuagem tem todas as cores" - gostei muito de saber disso.
E sobre as certezas da minha vida: Adorei a tatuagem; Dallyanna merece; e certamente não vou parar por aí!

Pois é, fiz uma tatuagem! e gostei!
Fotos: Tatoo Clenes - Por Clemilsa Alves

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Xapuri em imagem: Igreja Católica

A centenária Igreja Católica - Paróquia de São Sebastião, clicada por Clenes Alves.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Infância despedaçada

A vida nos obriga diariamente a sermos muitos e ao mesmo tempo únicos... tão únicos que por vezes nos tornamos egoístas, egocêntricos, pouco solidários e apesar de termos dois ouvidos e apenas uma boca nos preocupamos mais a falar do que a ouvir... e quando nos dispomos a ouvir muitas vezes nem deixamos as pessoas falarem tudo.
Sei que para alguém chegar ao ato extremo de tirar a própria vida – único patrimônio de que de fato temos nessa missão terrena – é porque a dor, nem sempre evidente se entranha, como um câncer, em todo o ser.
E no caso de uma criança, que tem (ou pelo menos deveria ter) experiências lúdicas, quando a dor se torna maior do que o desejo de viver é porque algo de muito errado se intensifica no roteiro que deveria ser “normal” no cotidiano infantil que constrói o adulto que serão (ou poderiam ser).
A lástima, mesmo tarde, se abate no cotidiano pacato de uma cidade tão pequena e tão cheio de tragédias.
Que o espírito de Diersy encontre a luz e conforto nos braços da espiritualidade. Que lhe sejam dados o amor, o carinho e o conforto que não encontrou nessa existência terrena.
E que nos seja dada a reflexão e o esclarecimento necessário para que não permitamos que mais à frente outros casos idênticos venham a acontecer.
Muito amor (a todos... nós)!

Essa é uma singela homenagem ao acontecimento trágico, com o suicídio da pequena Diersy, no último dia 05/11, de apenas 11 anos, uma criança que partiu brutalmente sem que alguém explique seus reais motivos. Fica o lamento e o desejo de que passemos a ouvir mais para que coisas assim não voltem a acontecer.

Foto:
*Vela - Por Clenes Alves.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Acadêmicos de Teatro participam de oficina de interpretação

Ontem, na cidade de Brasiléia, acadêmicos do Curso de Teatro da Universidade Aberta do Brasil através da Universidade de Brasília (UAB/UnB) dos pólos de Xapuri e Brasiléia, participaram de uma oficina de interpretação teatral ministrada por Roustang Castro, ator e professor da UnB.
A oficina teve os princípios básicos da interpretação, explorando a gestualidade e a máscara, além de fazer parte da avaliação presencial da disciplina de Laboratório de Teatro 3.
O Curso de Teatro, no pólo de Xapuri, faz parte de um programa de abertura das universidades, com o objetivo de levar licenciaturas a lugares que tem necessidade de profissionais cuja formação não é muito disponibilizada, contando ainda com os Curso de Artes Visuais e Música.
Ainda nessa disciplina está prevista mais uma oficina presencial - os artistas, acadêmicos e futuros arte-educadores de teatro agradecem!

Fotos:
*1 e 2: Posando com Roustang - Por Sônia Rodrigues.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Arte na Ruína recebe visita técnica de seleção do Prêmio Cultura Viva

Quando um grupo de 32 jovens, advindos dos mais diferentes segmentos artísticos, se reúne para mostrar, através de seus vastos talentos, que podem resistir às mazelas impostas até mesmo pelo poder público - que deveria lhes dar espaço - surge a força e a magia.
Tal encontro aconteceu dentro das fortalezas de Chico Mendes, maior inspirador, pois mesmo quando sua vida estava ameaçada não desistiu de lutar por dias melhores para si e para os seus. Agora, há menos de 100m de sua casa, dentro de uma delegacia velha, abandonada e em ruínas, tendo como teto as estrelas do céu, os jovens artistas fazem seu empate, só que, mesmo semelhante ao do tempo de Chico, é empate cultural, em favor da juventude xapuriense e da arte advinda das florestas.
Assim, em 2007, surge o Grupo Arte na Ruína, que oferece ao público local oficinas de teatro e contação de histórias, dança e movimentos corporais, música e jogos musicais, artes plásticas, além do espetáculo "O ensaio surreal do Grito Sufocado", apresentado dentro das ruínas da antiga delegacia.
Inscritos no Prêmio Cultura Viva - 3ª Edição - O Arte na Ruína passou por várias etapas e chegou na final, concorrendo entre os 40 finalistas (10 na categoria Grupo Informal), recebendo a visita técnica, podendo mostrar na prática o belo trabalho que fazem na Princesinha do Acre.
Quem veio conhecer os guerreiros artistas foi Éder Camargo, historiador, professor, consultor de projetos, visitador dessa edição do Cutlura Viva, onde pode acompanhar em, basicamente, 02 dias o trabalho dos artistas.

As oficinas -As oficinas de teatro e contação de histórias, música e jogos musicais, dança e movimentos corporais, artes plásticas acontecem geralmente entre quinta e sábado e são ministradas em espaços cedidos para os oficineiros (Museu do Xapury, Espaço Casa Branca e o próprio prédio da delegacia abandonada), ofertada a crianças, adolescentes e jovens do município; Para as oficinas são ofertadas além dos saberes artísticos, lanche para os participantes, advindos de doações de comerciantes locais e, quando não há quem doe, do próprio bolso dos artistas do grupo;

O espetáculo - O "ensaio surreal do grito sufocado" vem recebendo roupagens diferenciadas ao longo dos anos, mas permanece com o seu elenco de cerca de 25 artistas - entre músicos, atores, sonoplastas, contrarregras, maquiadores, dançarinos - e é encenado dentro da delegacia velha, entre às 19h e às 21h, a cada 15 dias, sempre na sexta-feira ou sábado;
A limpeza do espaço - A limpeza fica por conta dos próprios artistas, que não se incomodam em preservar o espaço em meio à descontruação típica do lugar, onde todos participam, com divisão das tarefas;

Novos artistas - Geralmente são recrutados novos artistas, de acordo com a necessidade, dentro das próprias oficinas minsitradas pelo Grupo, mapeando os talentos e a vontade dos participantes;

Homenagem - Entre as homenagens feitas pelo Grupo devem ser destacadas duas: a que é feita a Chico Mendes, inspirador dos jovens, por quem é cosntruído o sonho, o texto, músicas e concepção cênica; e Dallyanna Lima, jovem artista que se despediu dos palcos da vida, deixando saudades e os sonhos a serem realizados pelos amigos do Grupo - aqui, pode-se dar destaque especial à sala 'Eternamente Dallyanna', que conta com textos do livro deixado pela atriz, além da interpretação ficar por conta de pessoas que tiveram envolvimento pessoal e profissional com ela;

Sobre o Prêmio Cultura Viva - Os jovens estão ansiosos por saber o resultado, mas reconhecem que o maior prêmio já cosneguiram: conseguir fazer arte em um lugar distante, onde muitos desacreditam em seus talentos, mesmo assim sendo capazes de fazer uma intervenção, um empate cultural, baseados nos sonhos e ideais de Chico Mendes, onde ousam acreditar que dias melhores virão - e tudo isso pode ser possível por meio da arte!
O resultado final deve sair até a primeira quinzena de dezembro.

Fotos:
*1 - Arte na Ruína - Dia de apresentação - Divulgação do Grupo;
*2 - Laboratório do Grupo - Espaço Casa Branca, no dia 04/11 - Éder Camargo;
*3 - Laboratório do Grupo - Participação de Éder e Willis, no dia 04/11 - Clenes Alves;
*4 - Apresentação do "Ensaio Surreal do Grito Sufocado" - no dia 05/11 - Éder Camargo;
*5 - Limpeza do espaço - Por Clenes Alves.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dia Internacional da animação

Pelo segundo ano consecutivo Xapuri participa do “Dia Internacional da Animação”, organizado no Brasil pela Associação Brasileira de Cinema de Animação – ABCA, com apoio de seus associados espalhados por todo Brasil.

O “DIA” é comemorado em 28 de outubro e é uma mostra de curtas-metragens de animação nacionais e estrangeiros.

Em 2009, o 6º DIA foi realizado em 400 cidades brasileiras, sendo o maior evento do gênero a ser realizado simultaneamente em todo o país. Em 2010 a 7ª Edição vai exibir filmes, estimular debates, divulgar as atividades dos profissionais, despertar o interesse em fazer cinema de animação, revelar talentos, formar novas platéias, integrar e motivar o público de cinema no país.

Em Xapuri a mostra contará com uma programação paralela, que inclui diversas apresentações culturais de artistas da cidade pertencentes aos Grupos Arte na Ruína e Fuxico de Contadores de Histórias. Os eventos serão realizados no Museu do Xapury, situado à Rua Cel. Brandão, 156, Centro, ambiente que tem se tornado um verdadeiro centro de referência cultural da região, agrupando os fazedores de arte dos arredores, dando visibilidade Às suas produções e abrindo o espaço museológico para o público em geral.

O coordenador local, Clenes Alves, acredita que todas as formas de arte devem contemplar e ser contempladas por todos: “O cinema de animação tem ganhado proporções gigantescas e como manifestação da arte visual deve ser levada a todos, disponibilizada para todas as camadas sociais da população – fato que tem sido possibilitado através do ‘Dia da Animação’. Sendo assim, não tem como deixar Xapuri de fora dessa verdadeira ‘inclusão de animação’.”

Os eventos paralelos são:

Espetáculo 'A vassoura da Bruxa'

Grupo Arte na Ruína

A partir das 15:30h


Contos e Recontos de Xapuri

Prêmio Funarte de Circulação Literária 2010

Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri

Às 16h

Local do evento: Museu do Xapury, situado à Rua Cel. Brandão, 156, CentroXapuri/AC

Data e horário da mostra oficial: 28 de outubro de 2010 às 19h30.

O evento conta ainda com mostra para deficientes visuais e auditivos e mostra infantil e está inserida dentro do Projeto Museu e Arte Xapuri.

Apoiadores: Museu do Xapury, Grupo Arte na Ruína, Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri, FEM, Comercial Duarte e ArtMóveis.

Ilustração:
*Dia da Animação - Divulgação.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Museu & Arte Xapuri fecha programação dedicada às crianças

Com muita animação, o projeto Museu e Arte Xapuri, aprovado pela Lei estadual de Incentivo à cultura - Edital 2010 - fechou a programação dedicada às crianças do município de Xapuri.
A programação contou, novamente, com o Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri e seu projeto 'Contos & Recontos de Xapuri', Prêmio Funarte de Circulação Literária 2010.
Para esse evento participaram os alunos da Escola Anthero Soares Bezerra e Divina Providência, que assistiram às contações dos Fuxiqueiros:

*Clemilsa Alves;
*Álder Járede;
*Cley Almeida;
*Michele Telles;
*Willis Martins;
* Dyogo Henrich;
*Clenes Alves.

Os eventos aconteceram a partir das 15:30h no prédio do Museu do Xapury.

Fotos:
*Grupo Fuxico - Por Caticilene Rodrigues.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Grupo Arte na Ruína é selecionado para a final do Prêmio Cultura Viva

O Grupo Arte na Ruína, formado por jovens artistas de Xapuri, está na final do Prêmio Cultura Viva - 3ª Edição.
O Grupo estava entre os semifinalistas e recebeu o Selo Prêmio Cultura Viva, concorrendo entre as 1974 iniciativas inscritas em todo o Brasil. Já tinham conseguido ficar entre os 120 semifinalistas e, conforme anunciado hoje, passou para a etapa final.
Agora está concorrendo entre as 40 iniciativas brasileiras, entre os 10 grupos informais, marcando mais uma grande conquista do coletivo jovem.
Para a seleção final, que indicará os 12 premiados - 03 de cada categoria - está prevista a vinda de um visitador da equipe Cultura Viva, que conhecerá na prática do que se trata o Arte na Ruína.
Para tanto, o Grupo mostrará as oficinas de arte - teatro e contação de histórias, dança, música e artes plásticas - ministradas para jovens do município de Xapuri, além da apresentação do espetáculo 'O ensaio surreal do grito sufocado', encenado em uma intervenção na famosa delegacia velha, abandonada e em ruínas, há menos de 100 metros da Casa de Chico Mendes.
"Pedimos a torcida da comunidade xapuriense, pois estamos representando não apenas os artistas mas os guerreiros da terra de Chico, nosso principal motivador a continuar lutando mesmo nos momentos em que tudo indica para desistirmos." - Diz, Cleilson Alves, atual coordenador do Grupo.
Os artistas estão ansiosos e prometem se empenhar ainda mais na promoção da cultura local, levando o nome da Princesinha do Acre aos mais distantes lugares desse país.
Mais informações serão postadas em breve.
Enquanto isso, podem conferir mais em: http://www.premioculturaviva.org.br/ e http://artenaruina.blogspot.com/

Foto/ilustração:
*Arte na Ruína - Divulgação/Grupo;
*Banner Cultura Viva - Divulgação.

domingo, 17 de outubro de 2010

Romeu e Julieta é encenado em Xapuri

O espetáculo Romeu e Julieta, de Willian Shakespeare, é encenada em Xapuri, hoje, às 22h, dentro do último dia de programação da comemoração em homenagem ao Centenário da Paróquia São Sebastião.
A peça é encenada por bonecos, fazendo parte de uma turnê nacional da Cia. de Teatro Mosaico, de Mato Grosso, prêmio Funarte/MinC Myriam Muniz 2010, tendo ainda patrocínio do Basa e apoio do IFAC em Xapuri.
Romeu e Julieta já apresentou no Pará e em Tocantins - além de Rio Branco, onde a entrada custava R$ 20 (e com entrada franca na Princesinha do Acre).
Em cena atores que manuseiam e contracenam com os bonecos, dirigidos por Sandro Lucose, em 1h de duração.
Espetáculos como esses fazem crer que a arte não tem idade, pois mesmo após cerca de 4 séculos depois de Shakespeare escrever Romeu e Julieta, sendo interpretado das mais diversas formas e pelas mais diferentes pessoas e linguagens artísticas, ainda tem a capacidade de se reinventar, mesmo com formas animadas, trazendo a tragédia encenada por bonecos, em um formato similar ao utilizado em 1700, com um palco central emoldurado, misturando atores humanos e bonecos, além de uma cortina vermelha.
Vale a pena conferir!

Foto:
*Divulgação Cia. Mosaico

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Museu & Arte Xapuri na Semana da Criança

Museu do Xapury comemora Semana da Criança

Dando início às tradicionais comemorações da Semana da Criança, o Museu do Xapury, através do Projeto Museu & Arte fez uma apresentação de contação de histórias dedicada a alunos da rede pública estadual de educação.
A apresentação aconteceu às 09:30h e contou com a presença de 5 turmas da E.E.E.F. Anthero Soares Bezerra.
Como atração o Grupo Fuxico de contadores de Histórias de Xapuri e seu 'Contos & Recontos', trazendo diversos causos dos seringais da região, fruto de pesquisa e disponibilização do patrimônio imaterial dos povos da floresta, Prêmio de Circulação Literária 2010 da Funarte.
Como contadores estavam presentes Clemilsa Alves, Álder Járede, Cley Almeida, Michele Telles, o mais novo "fuxiqueiro" Willis Martins e o coordenador do Grupo Clenes Alves, proponente do Projeto Museu & Arte Xapuri.
Cabe destacar que a coordenação do Projeto Museu e Arte Xapuri é de responsabilidade de Caticilene Rodrigues, que também é responsável pelo Museu.
As apresentações da Semana da Criança na instituição museológica estava prevista acontecer em dois dias (hoje, pela manhã e na sexta, no período da tarde), mas a segunda parte teve de ser adiada devido às programações das escolas do município e a agenda do Grupo que coincidiam com a data seguinte.
Assim, a segunda parte da programação dedicada às crianças acontece na próxima terça, dia 19 de outubro, às 15:30h.
A programação acontece no prédio do Museu do Xapury e tem a entrada franca!

Fotos:
*O 'Fuxiqueiro' Willis Martins - Por Clenes Alves;
*Grupo Fuxico entrando para apresentar - por Cleilson Alves.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quintais Literários comemora Dia da Criança

O projeto Quintais Literários, realizado no quintal de seu idealizador Cleilson Alves, comemora o dia das crianças.
Foi uma tarde de recreação com jogos tetrais, pintura facial, músicas intepretadas, contação de histórias, leitura compartilhada e um delicioso lanche em homenagem às crianças de Xapuri.
Participaram 35 crianças entre 4 e 10 anos, dos bairros Jiquiá/Pantanal, Constantino Melo Sarkis e arredores.
O projeto é independente, custeado por Cleilson Alves e amigos, com o objetivo de dar acesso às artes e à literatura, incentivando a experimentação e o fazer artístico e a leitura infantil.
"Hoje é dia de comemorar, mesmo com um pouquinho de atraso, os pequenos xapurienses, presente e futuro da nossa cidade." - Declara Cleilson Alves, enquanto inicia a leitura do conto 'O pequeno seringueiro'.
As crianças não deixam por menos, participam, riem, contam estórias, trazem livros para compartilhar e se divertem.
"Era bom se tivesse sempre" - Reinvindica a pequena Beatriz.
O projeto está em busca de parceiros e é indício de que os artistas tem feito muito - mesmo com pouco - no município de Xapuri.

Fotos:
*Leitura Compartilhada - por Bia Santana;
*Pintura facial - por Bia Santana.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Grupo Fuxico faz maratona de apresentações no dia da criança

É dia da criança e como toda trupe envolvida com arte voltada para os pequenos, o Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri faz maratona de apresentações em toda a cidade.
Iniciaram pelo Bairro Sibéria, às 9:15h na E.E.E.F. Madre Gabriela Nardi, e às 14h no Pólo Agroflorestal do local, na parte rural do município.
Às 17:30h foi a vez da Rua do Ibama receber as contações, dentro da festa dedicada às crianças dos funcionários da Fábrica de Bolas Ecológicas.
As apresentações fazem parte do famoso projeto Contos & Recontos de Xapuri - Prêmio Funarte de Circulação Literária 2010, resultado das pesquisas do Grupo Fuxico em comunidades rurais, aproveitando o patrimônio imaterial dos povos da floresta (seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, gente que tem muita história para contar mas que poucos querem ou estão dispostos a registrar e disponibilizar para outros).
Em Xapuri também tiveram outras apresentações dedicada ao pequenos, como a recreação dos adolescentes do ProJovem (das 16h às 18h ao lado do Museu Casa Branca) e a tarde de lazer da Sorveteria Hanira (Das 14h às 18h no Bairro Pantanal).
É a cultura dedicada às crianças, futuro da Princesinha do Acre e, claro, do Brasil!

Feliz dia das crianças!!!

Fotos:
*1 - O Fuxiqueiro Járede - por Clenes Alves;
*2 - A Fuxiqueira Michele - Por Clenes Alves.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lançamento do Projeto Museu & Arte Xapuri

Fazer um elo entre a arte produzida em Xapuri e toda a história e seu patrimônio disponibilizado no Museu do Xapury, ofertando aos visitantes o direito de ser platéia e passageiros de uma viagem incrível pela beleza e ludicidade permeada pelo fazer artístico: essa é a proposta do projeto Museu & Arte Xapuri, aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura - Edital 2010.

O projeto é financiado pelo Governo do Estado através da Fundação Elias Mansour (FEM) e patrocinado pelo Comercial Duarte e ArtMóveis e prevê todo um roteiro de programações viabilizadas através do Museu do Xapury, Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri e Grupo Arte na Ruína, com apresentações de teatro, contação de histórias e exibição de documentários em eventos culturais que se extendem por todo o restante de 2010.

Dentro de tal perspectiva, o projeto será lançado hoje, no Museu do Xapury, às 16h, com um abertura explicando o Museu & Arte Xapuri e sua importância e a exibição do documentário Arte na Ruína.

"O Arte na Ruína é resultado da junção de diversos segmentos artísticos em um mesmo lugar e por uma mesma causa, que acabou virando filme através do programa Revelando os Brasis, do MinC, por isso tem tudo a ver com a nossa proposta e foi o documentário escolhido para dar o pontapé inicial ao nosso projeto" - Conta Clenes Alves, proponente do projeto, empolgado com a experiência.

O Museu & Arte Xapuri é uma continuidade dos trabalhos que o Museu do Xapury vem realizando em parceria com os artistas locais - principalmente os dois grupos supracitados - atraindo diferentes pessoas para o ambiente museológico, mostrando que o Museu pode e deve ser um lugar de diálogo, vivência e experimentação artística além de ser rica fonte de informações sobre nossa história e, evidentemente, nossas raízes.

Foto:

*Arte na Ruína - By Instituto Marlin Azul.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Arte na Ruína recebe selo 'Prêmio Cultura Viva'

O Grupo Arte na Ruína, coordenado por Cleilson Alves, recebe selo Prêmio Cultura Viva.
Foram 1.974 inscrições, de 750 de cidades brasileiras, sendo selecionados apenas 120 para semifinal, onde o Arte na Ruína se encontra como único representante da categoria Grupo Informal do Estado do Acre. Para a próxima fase ficarão 40 finalistas.
As iniciativas classificadas como semifinalistas recebem o Selo Prêmio Cultura Viva, uma chancela de reconhecimento desenvolvida para dar visibilidade às iniciativas que se destacam no processo do Prêmio Cultura Viva.
Essa é a terceira edição do Prêmio Cultura Viva
e é dirigida a iniciativas desenvolvidas por gestores públicos, grupos informais, organizações da sociedade civil e Pontos de Cultura que realizam atividades no âmbito da articulação entre cultura e comunicação.
O Grupo Arte na Ruína vem atuando desde 2007, reunindo diversas manifestações artísticas como teatro e contação de histórias, artes plásticas, dança, música, com jovens entre 17 e 29 anos de idade. Seu principal espetáculo chama-se 'O ensaio surreal do Grito Sufocado' e é encenado dentro de uma delegacia velha, abandonada e em ruínas, há menos de 100m da Casa de Chico Mendes.
O trabalho começou quando passaram a ser impedidos de apresentar em diversos espaços públicos do município de Xapuri, passando a se reunir e apresentar em um espaço não-convencional, tendo visibilidade nacional no ano de 2008, quando foram selecionados pelo Programa Revelando os Brasis, do Ministério da Cultura, para gravar um documentário.
"O Selo Cultura Viva é mais uma importante vitória do Arte, pois possibilita uma visão ainda mais ampla dos acontecimentos artísticos da Princesinha do Acre, possibilitando a abertura de novas portas, dando uma verdadeira injeção de ânimo na cultura de Xapuri - que anda muito abalada ultimamente" - Diz Cleilson, o confiante coordenador dos jovens da iniciativa.


Prêmio Cultura Viva - Sobre a 3ª edição

Ao definir o tema Cultura e Comunicação para essa edição, procurou-se
estimular e dar visibilidade a iniciativas culturais que favoreçam a criação de situações comunicativas e a construção de espaços de diálogo, propiciando o reconhecimento e a divulgação do “saber fazer” das comunidades.

Busca-se destacar nessa edição as iniciativas culturais que estimulam a fluência comunicativa – a expressão, o compartilhamento de informações e conhecimentos – e o trabalho colaborativo como condições preciosas para o reconhecimento da influência das práticas culturais no processo de construção de identidades, convivência e desenvolvimento.

Assim, o Prêmio é dirigido a iniciativas culturais que:

• Apropriam-se dos meios de comunicação para a criação, a expressão ou a divulgação de suas práticas culturais;
• Fazem uso dos meios de comunicação para possibilitar o intercâmbio entre grupos, favorecendo o acesso e a troca de conteúdos culturais (relacionados às artes ou ao patrimônio cultural);
• Desenvolvem experiências de produção de conteúdos culturais em mídias variadas;
• Estimulam a criação de conteúdos culturais por diversos sujeitos coletivamente, de forma colaborativa;
• Propiciam experiências de tradição oral, com a transmissão de saberes e histórias que mantêm viva a memória de um grupo social.

No Brasil, diversas iniciativas culturais resultam dos saberes e fazeres de indivíduos e de grupos. Essas iniciativas constroem e vivificam a cultura em seus territórios; expressam a cidadania em ação, oferecendo oportunidades de ampliação do repertório cultural, de exercício da capacidade criativa, de participação na vida pública, de fluência comunicativa e domínio de outras linguagens. Por meio dessas iniciativas, muitas pessoas têm mais oportunidade e melhor acesso às riquezas da sociedade e ao reconhecimento pleno de sua cidadania.

Em algumas dessas ações, o objetivo é fortalecer identidades e o sentido de pertencimento social. Em outras, procura-se a formação para atividades culturais com perspectiva de sustento pessoal ou até mesmo de inserção no mercado de trabalho. Outras, que são o foco da 3ª edição do Prêmio Cultura Viva, propiciam formas de interação entre sujeitos e entre sujeitos e a sociedade, a divulgação de conteúdos culturais e/ou a troca de informações e conhecimentos, a partir de diferentes canais de comunicação ou de técnicas de transmissão de informação.

A comunicação influi nos processos de produção, difusão e consolidação das práticas culturais. E a cultura interfere na capacidade comunicativa dos indivíduos e grupos sociais. Ao estreitar a ligação entre comunicação e cultura, o Ministério da Cultura aponta para a necessidade de reconhecer e fomentar a diversidade cultural e de ampliar o acesso da população aos bens culturais e aos meios de comunicação.

O resultado dos selecionados para a final deve sair nas próximas semanas.
Mais informações podem ser obtidas clicando aqui.

Foto/Arte
*Selo Cultura Viva - Divulgação;
*Arte na Ruína - de Débora Mangrich.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Xapuri em imagem

Em tardes quentes em Xapuri, nada melhor que um banho na 'Casa do Açude', no Bairro Sibéria, onde todos se refrescam e se divertem - principalmente as crianças do lugar.

Fotos de Talita Oliveira

sábado, 2 de outubro de 2010

Temporais amedrontam população de Xapuri


Ontem, dia 1° de Outubro e hoje, foram dias de muito medo em Xapuri. Após semanas de muito calor a cidade foi abatida por dois temporais arrebatadores.
O primeiro aconteceu na primeira noite do mês, com rajadas fortes de vento, raios, trovões e relâmpagos, além de granitos - coisa rara nos últimos tempos.
A cidade ficou devastada, com rastro de destruição material, árvores arrancadas, postes quebrados, tetos surrupiados pela ação da natureza.
O segundo temporal foi na tarde de hoje, em que, apesar de mais fraco, deu continuidade ao processo arrebatador.
Vale destacar que tais fenômenos naturais são decorrentes da ação do homem junto à natureza, destruindo o que de graça lhe foi dado, em nome da ferocidade do capitalismo ao longo dos anos.
Enquanto quase todo o país fica cada vez mais seco, quente e com poucas chuvas, o Acre entra em alerta por conta do risco de novos temporais.
De todo modo, resguarda-se ao luxo dos prejuízos serem apenas materiais, com nenhum registro de pessoas feridas.

Fotos:
* As duas são do estrago em frente ao Banco da Amazônia - de Clenes Alves

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cia. Garatuja apresenta 'A Saga de Yo Bá'

A Cia. Garatuja de Artes Cênicas apresenta em Xapuri, às 20h, no auditório da Escola Anthero Soares Bezerra 'A Saga de Yo Bá', vencedor do Prêmio Klauss Viana de Dança 2009.
Repleto de magia, luz e ao som da narração de uma índia, o espetáculo conta um pouco de um mito dos índios Kaxainauás do Rio Jordão.
A Cia. tem um trajeto artístico de 20 anos e já apresentou em diversos estados brasileiros, na Bolívia e ganhou prêmios importantes em âmbito nacional.
O espetáculo é um misto de dança, teatro e muito talento, que agrada aos olhos, enaltece a história acriana com suas raízes indígenas e possibilita ao espectador dialogar com a arte visual que se caracteriza na apresentação.

Sinopse do espetáculo - de acordo com o folder da peça

Yo Bá Nawa Tarani, brinca a beira do lago, sobe no jenipapeiro eis que vê uma cena extraordinária, seus desejos mais obscuros e carnais afloram e é encantado. Nesse novo mundo Yo passa a conviver com as cobras gigantes lá ele aprende a bebe cipó, mas Yo sente falta de sua família e quer voltar a sua aldeia.

Baseado na mitologia dos índios Kaxinauas do rio Jordão a Cia. Garatuja em seis anos de pesquisa construiu uma dramaturgia da dança teatro para esse espetáculo. Os corpos que falam através de movimentos criados e improvisados dentro do laboratório de dança, nesse trabalho os atores bailarinos tiveram a chance de criar e experimentar ações físicas e ao mesmo tempo a fala. A partir dessa consciência, o executor inicia o processo de criação da dança, momento de subjetividade e de interpretação individualizada e ao mesmo tempo coletiva, baseada em direcionamentos precisos. Essa consciência oferece maior liberdade ao criador e a direção torna-se mero facilitador do movimento, ao invés de dar as regras do jogo.

A entrada é franca, não deixe de conferir!

Foto:
*Divulgação

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

É Primavera no Museu do Xapury


O Museu do Xapury tem se tornado um importante instrumento de ligação entre riquezas históricas, arte e educação, disponibilizado através de seu acervo e de suas vastas programações – fato que se reflete em eventos como a Primavera de Museus.

Dessa vez, dando continuidade a seu trabalho de pesquisa e valorização da cultura dos povos da floresta, apostou na contação de histórias do Grupo Fuxico de Contadores de Xapuri, através de seu projeto chamado ‘Contos & Recontos', com “causos” dos seringais, de vivência dos habitantes da floresta, seus mitos, lutas e resistência ao desmatamento que se alastra.

É através da arte do Teatro, também presente na apresentação do Grupo Arte na Ruína, que o Museu do Xapury aposta na prevalência do espetáculo caboclo que prima pelo resgate das tradições seringueiras acrianas e xapurienses, dos guerreiros da Princesinha do Acre, se tornando não apenas um patrimônio histórico mas um espaço aberto a todas as pessoas que são responsáveis por escrever a nossa história – hoje e sempre.

A reação do público, que ri e chora, é demonstrada pelo turbilhão de palmas, de pé, que paga todo o trabalho que envolve desde sempre a importante instituição.


Fotos:

*1 - Grupo Fuxico - de Clenes Alves;

*2 - Arte na Ruína apresentando 'Silvério e Marieta em: Namoro Virtual" - de Cleilson Alves.