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Mostrando postagens de 2009

História Multimídia de Xapuri: O Projeto chega ao fim

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'Tudo que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível' – já dizia o poeta. E é com esse pensamento que, com tamanho lamento em nossos corações nos despedimos do projeto História Multimídia de Xapuri.

Nesse tempo em que a pesquisa foi realizada e seu material disponibilizado na rede através do blog, resgatamos a história de Princesinha do Acre.

Recordamos que a beleza dos recursos naturais de Xapuri se mistura a grandiosidade dos fatos históricos ocorridos na região. A Floresta, os rios e igarapés, fazem parte da história dessa terra, revoluções, empates, disputas pela terra, pelo espaço para produzir e sobreviver, terra de conquistas, de sonhos realizados, e muitos por realizar. Terra de bichos, de lendas, histórias de sobrevivência, de fome, de luta, de miséria, riqueza, e muitos “causos” de assombrar.

A trajetória de vida dos xapurienses, da luta pela terra, da emancipação e dos valores culturais enraizados na alma, constitui uma sociedade diferente. Esse espaço conquis…

A Equipe do História Multimídia de Xapuri

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Resgatar a história de Xapuri, por meio de muita pesquisa, trabalho de campo e muito suor, não se constitui tarefa fácil é sinônimo de prazer, reflexo de qualidade. Pelo menos é isso que acredita o leitor do blog do Projeto História Multimídia de Xapuri.

Desde março de 2009 foram contabilizadas 14.500 visitas ao endereço eletrônico, consequência da variedade de histórias que a formosa Princesinha do Acre tem para contar.

Como essa história não pode nem deve ficar perdida no imaginário das pessoas – que porventura são mortais, correndo o risco de perder na imensidão do tempo que não para – foi idealizado tal projeto que só trouxe alegrias.

Mas, tanto sucesso se deve a uma equipe de 'peso' que esteve unida e trabalhando incessantemente durante todo o processo de pesquisa e disponibilização digital de tão importante história.

A equipe de peso é composta pela proponente do Projeto, Rivangela dos Santos Nogueira, formada em licenciatura plena em História Pela Universidade Federal do Ac…

Grupo de Teatro Poronga

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Poronga é uma coroa feita de lata – geralmente de óleo de cozinha – com uma lamparina na parte da frente que é utilizada pelo seringueiro, em sua cabeça, para trabalhar cortando seringa nas madrugadas da escura floresta.
Mas Poronga também é o nome dado ao Grupo de Teatro que comemorou no último domingo, dia 09 de agosto, dez anos de existência em Xapuri.
O Grupo de Teatro Poronga de Xapuri, embasado nos ideais de Chico Mendes e crente na capacidade criativa e revolucionária dos jovens xapurienses, vem desenvolvendo nesse período um trabalho dentro das artes cênicas e com visão assistencialista contemporânea, através de realização de oficinas teatrais e espetáculos a crianças, adolescentes e jovens carentes do município de Xapuri.
Desde que surgiu já beneficiou milhares de crianças, jovens e adultos com diversas oficinas que tem o objetivo de capacitar para a área artística – teatral, circense, artes plásticas, etc. - além de evitar que essas pessoas sigam “os maus caminhos”, tendo em v…

Chico Mendes

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Nascido no dia 15 de dezembro de 1944, recebeu o nome do seu pai: Francisco Alves Mendes Filho, mas como todo menino chamado Francisco, desde cedo virou Chico. Cresceu no Seringal Porto Rico, em Xapuri, e com dez anos de idade já cortava seringa sozinho para ajudar na produção de seu pai. Logo quis aprender mais coisas e com a ajuda de um amigo que morava perto de sua casa aprendeu a ler e escrever.

Chico começou então a ajudar seu povo. Fazia reuniões, explicava a realidade das coisas e tentava organizar os homens e mulheres da floresta para acabar com a exploração dos patrões. Foi ameaçado e perseguido por isso. Pela primeira vez, Chico soube o que era sentir medo. Mas sua missão era ainda maior. Era preciso resistir contra o desmatamento e a transformação da floresta em pasto.

Foi quando surgiu o primeiro Sindicato de Trabalhadores Rurais do Acre. Logo a ideia se espalhou e outros sindicatos surgiram. A igreja se juntou à luta dos seringueiros e, nas cidades, muitos começaram a perce…

As Reservas Extrativistas

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As Reservas Extrativistas e a criação das cooperativas foram as primeiras conquistas dos seringueiros. As conquistas são frutos desta luta, desse movimento organizado pelo Conselho Nacional de Seringueiros e pela consciência do pequeno seringueiro, em busca de melhores condições de vida e pela divulgação ao mundo inteiro, de suas lutas em defesa da Amazônia e dos povos da floresta.

A história das experiências sociais vividas pelos povos da floresta, no progresso dinâmico e dialético, mostra que os conflitos existentes historicamente entre em Xapuri, entre os seringalistas, seringueiros e fazendeiros, não são apenas um problema regional, são frutos de um projeto político muito desenvolvido pelo governo Militar na década de 60, que junto com o capital internacional objetivava transformar a Amazônia em uma grande fazenda efetivada a partir de implantação de empresas agropecuárias, desativando os seringais e divulgando no sul do país e no estrangeiro as riquezas existentes na Amazônia, atr…

Os Regatões

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Uma das figuras famosas ao se falar na vida dos seringais da Amazônia eram os regatões. Provenientes do oriente próximo chegaram a fluxo intenso ao Brasil, entre 1870 e 1913. Hábeis vendedores, eles se dedicaram ao comércio ambulante em várias regiões do País, especialmente na Amazônia, ficando conhecidos como regatões, ou seja, ambulantes que vendiam de tudo nos “barrancos dos rios”, através de embarcações entulhadas de mercadorias.

O motivo de atração destes homens para a Amazônia foi, sem sombra de dúvidas, a riqueza propiciada pela atividade gumífera nesses distantes locais.
Os regatões perambulavam pelos rios e varadouros cumprindo aquela máxima de que quem não estivesse pelado era freguês. Ameaçavam, assim, o poderio dos seringalistas. Por isso, os regatões eram mal vistos pela elite da sociedade extrativista, e sofriam com a marginalização e os preconceitos daí decorrentes.
Externo ao seringal, mas nunca distante dele, o regatão era um verdadeiro transgressor às ordens oriundas d…

Antônio Zaine: O Sonhador de Xapuri

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Antônio Assad Zaine, nascido em Corumbataí, interior de São Paulo, comerciante, chegou ao Acre em 09 de Julho de 1954 para trabalhar com Jorge Kalume, político do Acre. Casado com Dona Déia Maria Gomes Zaine, pai de César Gomes Zaine, político de Xapuri e Terezinha de Jesus Gomes Zaine, diretora de escola pública.

Ele chegou em um DC-3, aeronave da então companhia aérea Cruzeiro do Sul. Até hoje toma de conta da firma e do prédio onde funcionou a gigante empresa dos Kalumes, que comprava borracha para a praça de Belém.

Com mais de 80 anos, seu Zaine ainda hoje tem um sonho: o de transformar o que resta da antiga firma em Xapuri em um museu com as características das empresas de antigamente, expondo alguns produtos e um pouco da história antiga do Acre.

Há homens que nunca deixam de ser criança e estes, são assim, porque nunca abandonam seus sonhos, suas crenças, suas alegrias, seus amigos, sua família e suas aspirações mais nobres. Esses homens são necessários para a revolução da própria…

Dona Júlia Gonçalves Passarinho: Banda de Música de Xapuri

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A Banda de Música do município de Xapuri – Berço da Revolução Acreana – homenageia a maranhense Senhora “Júlia Gonçalves Passarinho” genitora do famoso político Jarbas Gonçalves Passarinho, do Estado do Pará.
De conformidade com o Decreto Municipal baixado pelo prefeito Edson Dias Dantas, de número 140, de 20 de março de 1973, vê-se que as considerações feitas são alusivas ao prestativo cumprimento de exigências, que é prática quando se quer homenagear um cidadão Xapuriense publicamente. A segunda consideração, nota-se que realmente foi Jarbas Gonçalves Passarinho, quando ministro do Estado da Educação e Cultura, no governo Emílio Médici – 1969/74, que fez doar vários instrumentos musicais.
A esse adendo do legislativo municipal acresce-se o Projeto de Lei n-05/73 (que dispõe sobre a criação da Banda e dá outras providências) datado de 17 de março e Lei municipal n-75, de 4 dias após (que cria a Banda de Música do Município de Xapuri e dá outras providências).

Esses foram os primeiros co…

A perda de um herói

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A floresta teve uma perda
Morreu uma parte de si
A vida não é mais a mesma
Muito tempo depois
Que Chico se foi
Chico Mendes não foi morto
O mataram
O sangue que sai de seu peito
Derrama

Foi morto a sangue frio
E não resistiu
Sua vida foi tão rápida
Que pra xapuri o mundo olhou
Tivemos uma perda
Que ninguém explicou o que aconteceu
Chico Mendes morreu

Da floresta fez a sua casa
E protegeu com sua própria vida
Pensando na mãe mata
Com sua própria vida e
Ele a protegeu, mas mataram.
Mas mataram Chico
Chico Mendes morreu

Mas a sua luta continua
Dentro de cada um de nos
Vamos proteger a Amazônia
Por que é de todos nos.

Música/Letra:
*Álder Járede - que há um ano, aos 15 anos de idade, fez essa música em homenagem ao grande Chico Mendes.

Foto:
*Acervo família Mendes.

Empate

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A cidade de Xapuri, foi respeitada por ter surgido em uma região considerada grande produtora de castanha e borracha. Está assentada em terras cobertas por uma imensa floresta onde existiam vários seringais nativos de grande produção.

Da época de 30 à meados dos anos 60, Xapuri era grande exportadora de borracha, castanha e pele de animais silvestres. Essa produção era realizada por seringueiros, homens que vivem embrenhados nas matas. Eles passavam praticamente todo o ano produzindo as pelas e coletando castanhas na época da safra para vender aos patrões. Assim, os seringueiros conseguiam sobreviver em suas Colocações. Alguns tiravam saldo "gordo" que vinham gastar na cidade, comprando roupas e outros acessórios para toda a família, e utensílios de casa, como também participavam dos forrós dançando noite a dentro.

Época esta em que Xapuri recebeu o nome de "Princesinha do Acre", levando este nome em virtude do progresso que reinava nesta terra durante o ciclo da bor…

A caça nos seringais

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A caça é uma das atividades humanas mais antigas que se tem conhecimento, sendo a principal forma de alimentação para as populações tradicionais que moram no interior da floresta de Xapuri.É comum os seringueiros andarem armados durante seus afazeres, pois vez ou outra topam com alguma caça e já poupam o esforço da caçada futura, levando a carne para almoço ou janta. Aliás, é comum nas refeições de café da manhã, ser consumido a carne de caça, porque os seringueiros acordam muito cedo e passam muito tempo cortando seringa em suas estradas, que em média, tem cento e cinquenta madeiras.Para a caça são desenvolvidas algumas estratégias, em Xapuri as mais utilizadas são: as esperas, caça com cachorro e caça de rastejo. É pouco comum a utilização de armadilhas para captura de animais, porém a mais comum é a preparação da sevada, que é uma espécie de mistura de alimentos, colocado dentro do rio ou igarapé para pegar mais peixes.A espera sempre é montada perto das “comidas” dos animais, é ar…

Roçados

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Depois da queda da borracha os seringueiros que continuaram na floresta passaram a abrir áreas para cultivo de culturas de subsistência. Os roçados e as roças são geralmente de tamanho pequeno de uma a cinco tarefas, às vezes podem chegar a dois ou mais hectares. São feitos geralmente perto das casas, mas alguns podem ficar distantes até duas horas de caminhada na mata. As populações tradicionais de Xapuri, assim como colonos e ribeirinhos tem um calendário de atividades que segue os ciclos das águas. No início do verão, brocam as matas, depois derrubam ou limpam as capoeiras existentes. No auge do verão, em agosto e setembro, queimam e preparam o solo para o plantio que se dá no início das chuvas. Durante o resto do ano se dividem nas atividades extrativistas, a coleta de castanha no inverno, e a coleta de látex no verão, assim como às outras atividades, como o trato do roçado e também da criação, como relatam os seringueiros da Princesinha, que brocam uma determinada área de sua col…

Festa no Seringal Cachoeira

Mês de Junho é significado de festas típicas em diversos lugares brasileiros e, evidentemente, na cidade de Xapuri não poderia ser diferente. Com muita música, danças e bebidas típicas o povo guerreiro da Princesinha se diverte e encanta com sua peculiar cultura junina, regada ao toque da sanfona, triangulo, zabumba e o conhecido violão. No festivo mês tudo é motivo para comemoração, e foi o que aconteceu no reencontro da família Monteiro de Oliveira no Seringal Cachoeira em Xapuri, no Acre, que há mais de 50 anos estava vivendo no Ceará, longe de parte de seus familiares que hoje residem na Princesinha do Acre - cujo paradeiro fora localizado graças à moderna internet. Para comemorar, uma festa no Seringal Cachoeira, onde tocaram nomes famosos como Monteirinho, Miguel Mendes (primo de Chico Mendes), Dito e Carrilho, enquanto os pares - homem com mulher a até mulher com mulher, típico dos seringais - bailavam animadamente para registrar sua alegria, como em um rito surreal do povo ser…

Dona Vicência

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Dona Vicência Bezerra da Costa nasceu em Alto Santo, no interior do Ceará em 20 de fevereiro de 1929 e veio para o Acre em 1943. Viúva de Raimundo Girão da Costa, um cearense, cabra arretado de bom que chegou a tirar bons saldos na labuta das estradas de seringa. Mãe de Francisco, Getúlio, Maria de Lurdes e Maria das Graças. Quanto aos netos e bisnetos ela somente sabe que já passaram dos 40.

Dona Vicência, a experiente seringueira que montou o restaurante 'Tia Vicência' de comida caseira com sabor de seringal, em Xapuri, viveu quase 20 anos sem sair do seringal pois o marido, quando era preciso era quem ia fazer compras na cidade.

A mulher franzina e um pouco adoentada devido a idade avançada esconde a guerreira da borracha que passou anos e anos de sua vida pelas estradas de seringa, trabalhando com afinco tão grande e de dar inveja a muitos marmanjos.

Era seringueira na alma e no coração. Chegou mesmo a compor um hino aos soldados da borracha e a dar exemplo de que o seu trab…

Sibéria: do outro lado do rio

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O povoado Sibéria, constituído às margens do Rio Acre, foi assim denominado pelos seringueiros e seringalistas, que pertenciam ao Seringal Sibéria e que tinham a necessidade de um local para guardar seus animais e suas mercadorias enquanto resolviam seus negócios em Xapuri. Fizeram, então, por volta da primeira década do Século XX, à margem do Rio Acre, uma arrearia, espaço bastante grande, feita de madeira roliça e cobertas com palhas fechadas e outra parte de panos de paxiúba.
As terras pertenciam ao Sr. Armando Braga, que residia em Belém-PA, vindo nas suas terras uma vez por ano. Essas eram doadas aos seringueiros que, por motivos diferentes, ali chegavam à procura de moradia. Era através do Sr. Raimundo Soares Cavalcante na época gerente do Seringal Bosque - que as terras eram transferidas aos seringueiros.
Para fazer suas casas – de madeira roliça, fechadas de pano de paxiúba e cobertas com palha – os moradores deveriam obedecer algumas normas, como: após a residência construída,…

Hino do seringueiro

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Vamos dar valor ao seringueiro,Vamos dar valor a esta nação,Porque com trabalho deste povoÉ que se faz pneu de carro e pneu de avião.Fizeram a chinelinha, fizeram o chinelãoInventaram uma botina que a cobra não mordeNãoTantas coisas da borracha eu não sei explicar nãoEncontrei pedaço dela em panela de pressão.Não é com chifre de vaca que se apaga a letra nãoSão produtos fabricados feitos pelas nossas mãos.
Autor: popular
Foto:*Sr. Romildo Sales Campos Barbosa – de Thiago Nichele

O famoso leite da castanha

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O tempero mais apreciado pelos seringueiros é o famoso leite da castanha, extraído da castanha, ainda cultivada nos seringais. É considerado como substituto do óleo nos temperos das carnes de caça, dando um sabor diferenciado a elas, que posteriormente, com a saída de algumas famílias seringueiras para a cidade, foi absorvida pela maioria dos xapurienses.

A extração do leite da castanha inicia-se com a coleta, depois vem a quebra do ouriço para retirar a castanha, descascar, lavar, ralar, acrescentar água e peneirar, no intuito de que fique um leite grosso.

O jabuti tornou-se um prato tradicional na culinária acreana, bastante degustado no passado, quando encontrava-se esse animal em maior quantidade dentro da mata. O famoso jabuti ao leite da castanha já deve ter sido degustado por todos. Quem não degustou, certamente, já deve ter ouvido falar da iguaria por alguns parentes, avós, tios ou amigos próximos.

Uma particularidade de alguns moradores é o gosto pelas carnes com osso ao leite …

Fonte do Bosque

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Em junho de 1915 foi entregue a servidão pública o manancial do Bosque que fornecia água para à população da cidade do Xapury, com melhoramentos adaptados pela Intendência Municipal. A antiga fonte, que fornecia água foi transformada em um tanque de alvenaria com 3m de comprimento por 2m de largura, acumulando em 12 horas 7.200L de água que era retirada por meio de uma torneira.A Fonte do Bosque é também considerada um dos locais mais importantes para os xapurienses. Dela era extraída água que matava a sede dos transeuntes e também dos moradores da cidade. Servia também para lavar roupa das famílias do lugar. Existiam duas pessoas que sobreviviam da água que eles vendiam da fonte – Chico Ferraz e Manoel “Bundinha” - que transportavam em um jumentinho, em galões. Esses vendedores viviam do comércio de água e abasteciam os lares das famílias que tinham condições financeiras para arcar com o consumo do líquido cristalino. Era chique beber e lavar com água da Fonte do Bosque.Foto:* Fo…

Museu do Xapury na 7ª Semana Nacional de Museus

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Conhecer a história de Xapuri por meio da arte nos permite vivenciar prazerosamente o passado e ajuda a refletir sobre o futuro.
Essa é a proposta do Museu do Xapury ao aderir à programação da Sétima Semana Nacional de Museus, que contou com a participação ativa de artistas – atores, músicos, contadores de história – além de gente que faz a incrível arte da vida em Xapuri.
Com o tema Museus e Turismo a Sétima Semana Nacional dos Museus, que, em verdade se estende por todo mês de maio, é um evento comemorativo aos museus que envolve seminários, exposições, oficinas, espetáculos, visita a museus, dentre outras expressões artísticas por todo o país.
Em Xapuri os eventos aconteceram no próprio prédio do Museu do Xapuri – com duas apresentações de contação de histórias na E.E.E.I. Latife Zaine Kalume – e contaram com apresentações de espetáculos teatrais do Grupo de Teatro Poronga de Xapuri, contação de histórias dos jovens contadores Clenes & Cley (e amigos), exibição do documentário do…

Fazedores de história

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Gente especial de Xapuri, guerreiros da Princesinha do Acre, pessoas que não cruzam os braços, história viva que faz mais história...

É assim que os filhos da querida cidade de Xapuri marcam sua presença nesse pequeno pedaço de terra delimitado por Deus.

Os xapurienses são fazedores de história que não deixam morrer suas raízes e sua essência, pois é aí que prevalecem as verdadeiras referências culturais de Xapuri.

Um exemplo evidente dessa garra em fazer história são os artistas que realizam a programação da 7ª Semana Nacional de Museus no Museu do Xapury.

A programação – apoiada pela FEM e pelo IPHAN – conta com as apresentações de espetáculos teatrais do Grupo Poronga de Xapuri – que já faz arte há quase 10 anos -, exibição do documentário do Arte na Ruína do Revelando os Brasis, os contos regionais dos jovens contadores de histórias Clenes & Cley (e amigos), além dos apreciáveis sons dos músicos/sonoplastas que se dispõem a abrilhantar ainda mais o evento.

Tais representações artís…

Museu do Xapury: Semana Nacional de Museus

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O Museu do Xapury convida todos a participarem da 7ª Semana Nacional de Museus, a realizar-se de 17 a 23 de maio de 2009, sobre o tema Museus e Turismo. Essa programação nacional dá aos museus brasileiros mais oportunidades de tornarem reconhecido seu potencial, sua atratividade, pluralidade cultural e diversidade. A Semana Nacional de Museus é uma clara demonstração da potência, da atualização e do desenvolvimento do campo museal brasileiro, bem como da importância de se investir na relação Museus e Turismo. A programação tem o propósito de integrar os museus brasileiros e intensificar sua relação com a sociedade.O evento conta com a seguinte programação: De 01 a 31/05Exposição de fotografias do Inventário de Referências Culturais de XapuriDia 18/05 (Segunda-feira)Espetáculo Teatral “Belinha e o Bêbado”Grupo de Teatro Poronga de XapuriHorário: às 09:30h e às 15:30hDia 19/05 (Terça-feira)Mostra de documentário Revelando os Brasis: Arte na RuínaHorário: às 09:30h e às 15:30hDia 20/05 (…

Rua do comércio

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Xapuri, em tempos saudosos, era uma cidade que tinha ricos comerciantes que vendiam suas mercadorias para a população urbana. Abasteciam também os seringais com suas mercadorias e traziam daquelas unidades grandes quantidades de borracha e outros produtos provenientes da floresta. As grandes casas comerciais de Xapuri como a Casa Galo, A Limitada, a Zaire e a Kalume costumavam fazer com frequência este tipo de transação comercial. Estas eram ligadas à comerciantes de prestígio, que faziam parte da elite local.Os produtos oriundos dos seringais xapurienses eram comercializados nas casas comerciais. Eram nesses lugares que se aviavam as mercadorias.Havia couros e peles. As peles de animais silvestres vindo ali pela beira do barranco. Ninguém roubava. Era na Rua do comércio que era encontrado “de tudo”. O comércio de Xapuri era abundante, farto, e contava tanto com produtos nacionais como estrangeiros. Era possível achar em suas lojas comerciais os melhores tecidos tais como linho, casi…