domingo, 30 de maio de 2010

Mais um xapuriense a caminho

Na última sexta-feira, 28 de maio, aconteceu no Museu do Xapury, às 17:00h, o chá de bebê da Caticilene. Organizado por D. Lurdes e Mariana, funcionárias do Museu, a pequena festa contou com a presença de amigos e parentes da grávida.

Para quem nunca foi a um chá de bebê – meu caso – não sabe que a mulher tem que adivinhar o que tem dentro dos pacotes de presentes (muito bem disfarçados por quem os deu) e paga uma prenda toda vez que errar. Não precisa nem dizer que todos torcem para que aconteçam sucessivos erros.

Um diferencial na festa para Caticilene é que foram convidados homens e mulheres – o habitual chá de bebê é um verdadeiro clube da Luluzinha, pois só tem convidadas do sexo feminino.

O que também não pode faltar são os “comes e bebes” que, nesse caso, se constituíam em pastéis, quibes e muitos refrigerantes – nada típicos na nossa região mas muito gostosos (e verdadeiros inimigos de toda e qualquer dieta).

A festa surpresa não foi apenas para comemorar a chegada do novo – e por que não dizer ilustre – xapuriense que chegará à terrinha no dia 11 de junho, por meio de parto cesariano; também foi uma espécie de despedida dos trabalhos da gestora de políticas públicas, atual coordenadora do Museu do Xapury, que entrará de afastamento temporário um dia antes de seu parto.

Como todo bebê que vem chegando necessita de boas vindas acaloradas essa foi uma maneira interessante que encontramos de dizer ao ‘Gustavo’ – sim, pessoas, segundo as benesses da modernidade, personificadas por meio da ultrassonografia, será um menino que, evidentemente, já ganhou nome – que ele é bem vindo e que vai morar em uma cidade de pessoas guerreiras, que lutam por dias melhores para si e para os seus.

E, como são muitas as formas de contar diferentes histórias que compõem a pequena e aconchegante Xapuri, esta singela – mas marcante – festa está sendo postada aqui.

Cátia, ficam aqui os votos de um parto tranquilo e que Gustavo chegue com saúde e traga muita luz para a sua vida e de sua família (grifo do amigo Clenes).

Fotos - por Clenes Alves:

*1 - Caticilene e a pequena Vitória;

*2 - Caticilene ao lado de sua filha Mariana e sua sogra Miraci.


domingo, 23 de maio de 2010

Louvor a Chico Mendes



Letra de Almir de Araújo/Marquinho Lessa
Interpretação: Simone


Chico onde houver uma vida
Sua voz será ouvida
Como força de oração
do amor pela terra
Que não se encerra num coração
Sou mais um nessa guerra
Quebrando a serra da devastação

Me abraço à natureza
E a Deus peço axé
Em louvor , a Chico Mendes
Sua luta, sua fé
Homem simples seringueiro
um valente brasileiro

Que ao mundo fez seu manifesto
Um protesto à crueldade e à tirania
das derrubadas das queimadas
É a Amazônia em agonia
que hoje chora a saudade
De Nova York a Xapuri ô ô
Do Oiapoque ao Chuí, xi!
Será que as coisas mudam por aqui?
Na Amazônia
a Amazônia ta virando zona
de liquidação
Sem cerimônia
matam e metem a mão
Na Amazônia
A Amazônia ta virando zona
de liquidação
sem cerimônia
matam sem perdão
um líder

Chico onde houver uma vida
Sua voz será ouvida
Como força de oração
do amor pela terra
Que não se encerra num coração
Sou mais um nessa guerra
quebrando a serra da devastação
A meu verde
Meu verde não é rabo de foguete
Vai tacar fogo no cacete

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Dia Mundial de Museus

Por Clenes Alves


Quando trabalhei no Museu do Xapury – desde o seu surgimento, em agosto de 2005, até acabar o estágio, em dezembro de 2009 – aprendi a ver nos museus muito mais do que as pessoas costumeiramente pensam: mofo e velharias.

Muito mais do que imaginar um ambiente antiquado e sem vida passei a enxergar nesse espaço um lugar de história, cultura, uma verdadeira máquina do tempo que me possibilitava perceber o passado na sua mais tênue linha de beleza e contribuição para a contemporaneidade.

Através dos museus temos a garantia de poder ter momentos nostálgicos e, o que é melhor, reviver momentos que não chegamos a conhecer ou partilhar com os grandes nomes heróicos e objetos recém-inventados, revolucionários para a época.

É por meio dos museus que registramos na história a nossa imortalidade e disponibilizamos aos novos e futuros passageiros desse mundo rico em diversidade e cultura a herança de muitos povos.

O que é disponibilizado nos museus é representação de riquezas naturais e tesouros de posse mundial.

Como os museus tem como objetivo fundamental a primazia cultural as pessoas que trabalham nesses espaços buscam sempre a qualidade, eficiência e enriquecimento de bagagem histórico-cultural que possa ser ofertada a seus visitantes – não se esquecendo que o seu principal intuito é servir ao público, seu alvo constante e primordial.

Quando trabalhei no Museu do Xapury enriqueci muito culturalmente e sempre me considerei um privilegiado em garantir que pessoas – independente de cor, raça, sexo, credo, posição social – tivessem acesso à história de vida de um povo guerreiro da Princesinha do Acre.

Fazer parte desse mundo de registro, disponibilização e atendimento ao público é de engrandecimento imensurável – seja cultural, profissional, acadêmico, entre muitas outras contribuições para a vida.

Sendo assim, só me resta desejar a todos os profissionais da área museológica um feliz Dia! E tenham orgulho de fazer parte da história!


18 de maio – dia do museólogo e dia internacional de Museus.


Imagem: 'Quadro Revolução Acreana' - de Clementino Almeida, um pouco da história acreana.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Exposição ‘A Estética do Futebol’ no Museu do Xapury

Desde o último dia 27 de abril está montada no Museu do Xapury a exposição Estética do Futebol e Outras Imagens, do artista plástico Rubens Gerchman, abrindo a programação em Xapuri da 8ª Semana Nacional de Museus.
A exposição itinerante faz parte do projeto ArteSESC, que tem o objetivo de realizar exposições itinerantes nos departamentos regionais do Serviço Social do Comércio e em instituições das comunidades, criando espaços e oportunidades que asseguram o acesso às mais significativas manifestações nessa área.
A exposição Estética do Futebol e Outras imagens oferece a oportunidade do público conhecer as obras criadas por um dos mais importantes artistas brasileiros da atualidade – que já expôs em diversas galerias do Brasil e do Mundo – mas ainda desconhecido por parte da população nacional.
A exposição feita em serigrafia e outras técnicas, dentro do tema atual “futebol-arte”, coincidindo com a Copa do Mundo, é inspirada nos grandes talentos da seleção de hoje e de ontem, individualiza as expressões dos jogadores, explora os movimentos e seu ritmo, controlando-os dentro do espaço restrito da tela, como eles controlam dentro do espaço restrito da pequena área – paixão nacional e do próprio artista.
Pode ser visitada de Terça-feira a sábado das 08h às 18h e domingo das 09h às 13h, onde o atendimento é feito pelas simpáticas guias do Museu do Xapury: Mariana Mathias e Mirla Rhanna, sob coordenação da gravidíssima Caticilene Rodrigues.
Na ilustração, uma das obras da exposição, onde Gerchman faz uma homenagem ao grande jogador Garrincha.

Sobre Rubens Gerchman – de acordo com o programa da exposição que pode ser adquirido no próprio Museu do Xapury

Nascido no Rio de Janeiro em 1942 Gercham foi um artista plástico ligado a tendências vanguardistas como a pop art e influenciado pela arte concreta e neoconcreta. O artista usou ícones de futebol, TV e política em suas obras[.Entre 1957 e 1958, estudou desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, em aulas noturnas. Nos oito anos seguintes trabalhou como programador visual em revistas e editoras do Rio.
Em 1965, participa da Bienal de São Paulo e da Mostra Opinião-65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Da mostra, que adota uma perspectiva estética da pop art americana e do novo realismo europeu, participaram, além de Gerchman, Hélio Oiticica, Vergara, Ivan Serpa, Flávio Império, Roberto Magalhães, entre outros.Foi premiado no Salão Nacional de Arte Moderna (1967) com uma viagem aos Estados Unidos, permanecendo em Nova York, entre 1968 e 1972, realizando várias exposições.
Em 1981, participa da mostra Do Moderno ao Contemporâneo - Coleção Gilberto Chateubriand, no MAM do Rio de Janeiro, ao lado de Roberto Magalhães, Di Cavalcanti, Guignard, Tarsila do Amaral, Goeldi, Djanira, Antonio Bandeira, Lygia Clark, Amilcar de Castro, Milton Dacosta, Anna Bella Geiger e Frans Krajcberg.Em 1989, expôs em São Paulo a série Beijos. Durante a exposição, também lançou o livro Rubens Gerchman, sobre seus trinta anos de pintura. Desenvolveu uma intensa carreira, participando de inúmeros eventos no Brasil, Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Japão e outros.
Faleceu em 29 de janeiro de 2008, de um tipo raro de câncer, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

A exposição fica aberta à visitação até o dia 18 de junho de 2010. Confiram!

O Museu do Xapury está localizado no endereço:
Rua Cel. Brandão, nº 156 – Centro
Xapuri – Acre.



Texto também disponível em http://acolarte.blogspot.com