Alagação

A rotina xapuriense tem se modificado nos últimos dias. O volume crescente das águas do Rio Acre tem se intensificado, inundando trechos inteiros, chegando à marca recorde da enchente do final da década de 1970.

Famílias desabrigadas, casas inundadas e um cenário imerso nas águas barrentas do rio não são exclusividade de Xapuri. Cidades como Epitaciolândia, Brasiléia, Assis Brasil e até mesmo a capital Rio Branco tem enfrentado, pouco antes do período carnavalesco, as fúrias da mãe natureza.

Em Xapuri, trechos como o conhecido Bairro da Bolívia, parte da Sibéria, praça São Sebastião e o popular Mirantes já se encontram praticamente submersos.

Enquanto algumas famílias se encontram em casa de parentes, nos bairros não afetados, outras se abrigam em locais como o Ginásio Poliesportivo Álvaro da Silva Mota, Salão Paroquial, a população se mobiliza em auxílio aos que estão necessitando.

A quebra da rotina na pacata Xapuri também se dá aos finais de tarde, quando a população vai até às margens do Rio Acre para observar o nível das águas, fotografar, relembrar anos anteriores e orar para que o nível não tarde a baixar.

Observa-se, também, que muitos adolescentes aproveitam para mergulhar no Rio que tomou as ruas, além de pesca e passagens de canoa onde antes transitavam carros, motos e bicicletas.

Fotos:
*1 - Final da tarde na Praça São Sebastião - de Clenes Guerreiro;
*2 - Aglomeração de pessoas - de Clenes Guerreiro;
*3 - Início da Rua Major Salinas - de Caio Charles.

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