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Mulheres: O contraste dos períodos áureos da Princesinha



Os períodos áureos da Princesinha do Acre, em pleno auge da borracha, que durou até a segunda metade do Século XX, fizeram o município ter características específicas, mescladas com as influências vindas dos nordestinos, em sua parte intitulados ‘Soldados da Borracha’, além de sírios e libaneses – entre muitos outros – fez do lugar um palco de personagens da vida real que refletiam bem a sua época.
As mulheres representavam um capítulo à parte nas particularidades que Xapuri apresentava: Enquanto os seringais ofertavam a solidão da mata, levando a mulheres a necessidade de ajudar a família em diversas atividades laborais, vestindo roupas simples – por vezes confeccionadas por elas mesmo – as que vivam em seu entorno, isto é, na área urbana, se apresentavam em diversas oportunidades sociais, políticas e culturais com requinte e esmero.

As moradoras da floresta tinham que adaptar sua vivência a uma simplicidade exigida pela dureza das matas, e iam adaptando sua vida – em grande maioria difícil – ao bem de filhos e maridos.
As moças e senhoras das cidades contavam com a “cumplicidade” de um comércio que ofertavam uma infinidade de bens de consumo que copiavam – e muitas vezes eram trazidas – de grandes metrópoles, como Paris, por exemplo.
A moda da época, ao mesmo tempo que emprestava certa distinção social também produzia sensualidade, exageros e demonstravam questões econômicas que não cabem em um pequeno texto.
A história das mulheres que viveram nos seringais não é diferente de outras regiões interioranas do Brasil. As que tiveram o privilégio de fazer parte da burguesia em ascensão puderam aproveitar todos os benefícios do luxo e suas regalias. As que não tiveram tanta sorte foram obrigadas a buscar diferentes formas de reinventar a vida.
São diferentes visões de uma época que não podemos alterar, mas que caracterizam um pouco da cultura e tudo que nela está incluído na contemporaneidade, destacando a força de todas as mulheres que pertenceram e ainda fazem parte da história da querida Xapuri.

Fotos: Acervo Museu do Xapury.

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