Pular para o conteúdo principal

'A menina que emprestava livros' é finalista do Prêmio VivaLeitura 2014



Apaixonada pelo livro chamado “A menina que roubava livros”, de autoria de Markus Zusak, Clemilsa Alves teve a ideia de levar livros para emprestar aos moradores das áreas rurais do município de Xapuri, no Estado do Acre.
Dessa história nasceu o projeto “A menina que emprestava livros”, que conta com mais 5 auxiliares, agentes de leitura que levam livros, contação de histórias, alegria e a magia da leitura para os seringais da região.
Escolhida entre os 20 finalistas do Prêmio – entre as 5 da sua categoria (Promotor de leitura – pessoa física) – Clemilsa representará o Acre a região norte e participará da cerimônia de premiação dos finalistas que acontecerá no dia 16 de dezembro, no Salão Nobre do Congresso Nacional, em Brasília (DF).

Sobre o Prêmio

O Prêmio VIVALEITURA foi criado depois do Ano Ibero-americano da Leitura comemorado em 2005, com o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura. Exclusivamente cultural, o Prêmio VivaLeitura tem abrangência nacional e integra as ações do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Trata-se de uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), do Ministério da Educação (MEC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santillana.
O prêmio tem como objetivos estimular e fomentar a leitura, a formação cidadã e reconhecer as melhores experiências de promoção de leitura desenvolvidas no país por bibliotecas, escolas, sociedade e indivíduos. As despesas com passagens e hospedagem serão pagas pelos organizadores do prêmio.

A menina que emprestava livros

Iniciado em fevereiro de 2012, o projeto tem o objetivo de levar a leitura onde esta habitualmente não chega, propiciando o direito à leitura a todas as pessoas que moram na zona rural da cidade de Xapuri e entorno, o projeto 'A menina que emprestava livros' conta com mais cinco integrantes que, aos finais de semana, percorre os seringais da região, emprestando livros, fazendo leituras coletivas, contação de histórias e levando a literatura aos lugares mais afastados do Município.
O projeto concorre com mais cinco participantes na categoria de número 4: Promotor de Leitura (Pessoa Física).

Sobre a idealizadora do Projeto
Clemilsa Alves é formada em Teatro (UnB), funcionária do SESC de Xapuri, contadora de histórias do Grupo Fuxico de Contadores de Histórias de Xapuri e atriz da Companhia de Artes Cênicas Arte na Ruína.
Clemilsa é apaixonada por livros, teatro e contação de histórias e tem o sonho de compartilhar sua paixão pela arte com o mundo.

Mais informações: www.premiovivaleitura.org.br e http://www.oei.org.br/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Xapuri: Resumo Histórico

Xapuri, que está na desombocadura do Rio que lhe deu nome, com o Rio Acre, sempre teve destaque na história do Acre e da Amazônia. Durante os períodos conhecidos como "ciclos da borracha", era a principal referência (em termos sociais e culturais) do Acre em outras regiões do país. Na época movida e dirigida por famílias de comerciantes de origem sírio-libanesa, o município esbanjava luxo no pequeno centro urbano, e ocultava a situação de miséria social a que eram submetidas as famílias que moravam no interior da floresta extraindo o látex. A partir da década de 1970, o município volta a chamar atenção devido à denuncias feitas pelo líder sindical Chico Mendes. Ligado á causa dos trabalhadores rurais, Chico Mendes é assassinado em 1988, mas deixa um legado importantíssimo na história do movimento ecológico mundial. Por esses motivos, é uma das cidades mais conhecidas do mundo. A imagem é do Google Maps e o texto é do site Ecoviagem .

O jacamim

O jacamim mora na floresta, costuma andar de bando com 10 a 15. É uma ave interessante, de cor branca com preto, tem o pescoço comprido, as pernas finas e grandes. Durante o dia anda no chão, porém à noite ele voa para uma árvore alta para dormir, pois assim se sente mais protegido. Ele gosta de esturrar de dia e à noite quando está na dormida. Corre muito na restinga e até no mato cerrado, como no esperaizal e no tabocal. Se alimenta de frutas de copaíba, guariúba, manitê, pama e itaúba; de insetos como formigas, aranhas e besouros, de embuá, minhocas da terra firme, mossorondongo e gongos. Além disso o jacamim ainda se alimenta de animais como a cobra, o sapo e o jabuti. A história do jacamim é quase idêntica à do queixada: por onde eles passam acabam com tudo o que tem pela frente. Apesar de ser um pássaro é muito perigoso para outros animais pequenos. Faz o ninho em paxiúba ou em pau ocado. Põe até 4 ou 5 ovos e sempre quem choca é o casal. Isso acontece no fim do verão. Qua...

Casas Aviadoras

Na década de 1930, Xapuri vivia seu apogeu. Com o auge da borracha, havia o acelerado movimento portuário, agregando lanchas, navios, chatas, batelões, motor de rabeta e várias embarcações, onde os estivadores passavam a noite inteira no embarque e desembarque de mercadorias, para que, pela manhã bem cedo, antes que as águas baixassem e o sol aparecesse, os navios partissem lotados com borracha e castanha. Circulava muito dinheiro no comércio. Existindo grandes e sortidas lojas comerciais como: Casa Zaire, Casa Kalume e A Limitada. Nesta época não havia casas residenciais, nem comerciais às margens do Rio Acre, na cidade de Xapuri. Existiam vários portos como: Porto do Zaire, Porto da A Limitada, Porto da Casa Galo, Porto do Kalume e outros. As famosas casas aviadoras A Limitada e Casa Kalume era quem detinha a maior parte do comércio da época. As fachadas bastante imponentes já antecipavam o poder econômico de seus proprietários. O interior muito amplo abrigava suntuosa escadaria e...