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Infância despedaçada

A vida nos obriga diariamente a sermos muitos e ao mesmo tempo únicos... tão únicos que por vezes nos tornamos egoístas, egocêntricos, pouco solidários e apesar de termos dois ouvidos e apenas uma boca nos preocupamos mais a falar do que a ouvir... e quando nos dispomos a ouvir muitas vezes nem deixamos as pessoas falarem tudo.
Sei que para alguém chegar ao ato extremo de tirar a própria vida – único patrimônio de que de fato temos nessa missão terrena – é porque a dor, nem sempre evidente se entranha, como um câncer, em todo o ser.
E no caso de uma criança, que tem (ou pelo menos deveria ter) experiências lúdicas, quando a dor se torna maior do que o desejo de viver é porque algo de muito errado se intensifica no roteiro que deveria ser “normal” no cotidiano infantil que constrói o adulto que serão (ou poderiam ser).
A lástima, mesmo tarde, se abate no cotidiano pacato de uma cidade tão pequena e tão cheio de tragédias.
Que o espírito de Diersy encontre a luz e conforto nos braços da espiritualidade. Que lhe sejam dados o amor, o carinho e o conforto que não encontrou nessa existência terrena.
E que nos seja dada a reflexão e o esclarecimento necessário para que não permitamos que mais à frente outros casos idênticos venham a acontecer.
Muito amor (a todos... nós)!

Essa é uma singela homenagem ao acontecimento trágico, com o suicídio da pequena Diersy, no último dia 05/11, de apenas 11 anos, uma criança que partiu brutalmente sem que alguém explique seus reais motivos. Fica o lamento e o desejo de que passemos a ouvir mais para que coisas assim não voltem a acontecer.

Foto:
*Vela - Por Clenes Alves.

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