Pular para o conteúdo principal

Mais um xapuriense a caminho

Na última sexta-feira, 28 de maio, aconteceu no Museu do Xapury, às 17:00h, o chá de bebê da Caticilene. Organizado por D. Lurdes e Mariana, funcionárias do Museu, a pequena festa contou com a presença de amigos e parentes da grávida.

Para quem nunca foi a um chá de bebê – meu caso – não sabe que a mulher tem que adivinhar o que tem dentro dos pacotes de presentes (muito bem disfarçados por quem os deu) e paga uma prenda toda vez que errar. Não precisa nem dizer que todos torcem para que aconteçam sucessivos erros.

Um diferencial na festa para Caticilene é que foram convidados homens e mulheres – o habitual chá de bebê é um verdadeiro clube da Luluzinha, pois só tem convidadas do sexo feminino.

O que também não pode faltar são os “comes e bebes” que, nesse caso, se constituíam em pastéis, quibes e muitos refrigerantes – nada típicos na nossa região mas muito gostosos (e verdadeiros inimigos de toda e qualquer dieta).

A festa surpresa não foi apenas para comemorar a chegada do novo – e por que não dizer ilustre – xapuriense que chegará à terrinha no dia 11 de junho, por meio de parto cesariano; também foi uma espécie de despedida dos trabalhos da gestora de políticas públicas, atual coordenadora do Museu do Xapury, que entrará de afastamento temporário um dia antes de seu parto.

Como todo bebê que vem chegando necessita de boas vindas acaloradas essa foi uma maneira interessante que encontramos de dizer ao ‘Gustavo’ – sim, pessoas, segundo as benesses da modernidade, personificadas por meio da ultrassonografia, será um menino que, evidentemente, já ganhou nome – que ele é bem vindo e que vai morar em uma cidade de pessoas guerreiras, que lutam por dias melhores para si e para os seus.

E, como são muitas as formas de contar diferentes histórias que compõem a pequena e aconchegante Xapuri, esta singela – mas marcante – festa está sendo postada aqui.

Cátia, ficam aqui os votos de um parto tranquilo e que Gustavo chegue com saúde e traga muita luz para a sua vida e de sua família (grifo do amigo Clenes).

Fotos - por Clenes Alves:

*1 - Caticilene e a pequena Vitória;

*2 - Caticilene ao lado de sua filha Mariana e sua sogra Miraci.


Comentários

Thony Christian disse…
Parabéns ao novo Xapuriense que está a caminho.
Lindo texto.

Postagens mais visitadas deste blog

Xapuri: Resumo Histórico

Xapuri, que está na desombocadura do Rio que lhe deu nome, com o Rio Acre, sempre teve destaque na história do Acre e da Amazônia. Durante os períodos conhecidos como "ciclos da borracha", era a principal referência (em termos sociais e culturais) do Acre em outras regiões do país. Na época movida e dirigida por famílias de comerciantes de origem sírio-libanesa, o município esbanjava luxo no pequeno centro urbano, e ocultava a situação de miséria social a que eram submetidas as famílias que moravam no interior da floresta extraindo o látex. A partir da década de 1970, o município volta a chamar atenção devido à denuncias feitas pelo líder sindical Chico Mendes. Ligado á causa dos trabalhadores rurais, Chico Mendes é assassinado em 1988, mas deixa um legado importantíssimo na história do movimento ecológico mundial. Por esses motivos, é uma das cidades mais conhecidas do mundo. A imagem é do Google Maps e o texto é do site Ecoviagem .

O jacamim

O jacamim mora na floresta, costuma andar de bando com 10 a 15. É uma ave interessante, de cor branca com preto, tem o pescoço comprido, as pernas finas e grandes. Durante o dia anda no chão, porém à noite ele voa para uma árvore alta para dormir, pois assim se sente mais protegido. Ele gosta de esturrar de dia e à noite quando está na dormida. Corre muito na restinga e até no mato cerrado, como no esperaizal e no tabocal. Se alimenta de frutas de copaíba, guariúba, manitê, pama e itaúba; de insetos como formigas, aranhas e besouros, de embuá, minhocas da terra firme, mossorondongo e gongos. Além disso o jacamim ainda se alimenta de animais como a cobra, o sapo e o jabuti. A história do jacamim é quase idêntica à do queixada: por onde eles passam acabam com tudo o que tem pela frente. Apesar de ser um pássaro é muito perigoso para outros animais pequenos. Faz o ninho em paxiúba ou em pau ocado. Põe até 4 ou 5 ovos e sempre quem choca é o casal. Isso acontece no fim do verão. Qua...

Casas Aviadoras

Na década de 1930, Xapuri vivia seu apogeu. Com o auge da borracha, havia o acelerado movimento portuário, agregando lanchas, navios, chatas, batelões, motor de rabeta e várias embarcações, onde os estivadores passavam a noite inteira no embarque e desembarque de mercadorias, para que, pela manhã bem cedo, antes que as águas baixassem e o sol aparecesse, os navios partissem lotados com borracha e castanha. Circulava muito dinheiro no comércio. Existindo grandes e sortidas lojas comerciais como: Casa Zaire, Casa Kalume e A Limitada. Nesta época não havia casas residenciais, nem comerciais às margens do Rio Acre, na cidade de Xapuri. Existiam vários portos como: Porto do Zaire, Porto da A Limitada, Porto da Casa Galo, Porto do Kalume e outros. As famosas casas aviadoras A Limitada e Casa Kalume era quem detinha a maior parte do comércio da época. As fachadas bastante imponentes já antecipavam o poder econômico de seus proprietários. O interior muito amplo abrigava suntuosa escadaria e...