segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Oportunidade de Trabalho

A Fundação Elias Mansour, por meio do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), está selecionando Guia de Exposição Estagiário, para o Museu do Xapury.
Os requisitos são:

Estar matriculado no Curso de Pedagogia ou História;
Ter disponibilidade no período da tarde;
Experiência/fluência com atendimento ao público;
Qualquer idade;
01 Vaga.

Os interessados podem procurar a coordenadora do Museu do Xapury, Caticilene Rodrigues, munido de Curriculum Vitae.

Dia da Não Violência



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Formatura de Economia

Realizou-se na noite de sábado, 21, na sede da igreja Assembléia de Deus no Município de Epitaciolândia, a solenidade de formatura dos formandos do Programa Especial de Bacharelado em Economia das turmas de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri.

Tal programa está sendo concluído por meio da parceria celebrada entre a Universidade Federal do Acre (UFAC) e o Governo do Estado do Acre por meio da Secretaria Estadual de Educação, atendendo os municípios de Plácido de Castro, Acrelândia, Bujari, Capixaba, Porto Acre, Senador Guiomard, Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Feijó, Tarauacá, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira, com uma matrícula inicial de 600 alunos.

Na formatura estiveram presentes, além da reitora Olinda Batista, o Secretário de Educação Daniel Zen representando também o Governador Tião Viana, os prefeitos das três cidades, o deputado federal Sibá Machado, Diretor do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas, Coordenador do Curso de Economia, Secretários Municipais, familiares e convidados.

Dos 61 novos bacharéis de Economia 25 são de Xapuri:

Armando Araújo de Oliveira Neto Ramos
Ana Cláudia Araújo Nascimento
Adelciane Ramos Araújo
Antônio Carlos da Silva Santos
Éberton Lunardi
Clenes Alves da Silva
Deisiane Tomé de Oliveira
Esmayly Negreiros Peixoto
Everaldo Nascimento de Castro
Ericelia Aquino da Silva
Ednilce Nicácio de Lima da Silva
Eliane Andrade de Souza
José Auricélio Barros Passos Neto
Josué Pereira da Silva
Jonas Augusto da Costa Santos
Joicinara Ferreira da Costa
Michele Oliveira da Rocha
Marcilia de Morais Menezes
Nevisson Tavares Freire
Richele Oliveira Fadul
Senauria Bezerra de Moura Sodré
Sidirlene Matias de Freitas
Silvanei Aquino de Oliveira
Vera Mendonça da Silva
Wellington Hannan de Souza

A cerimônia contou também com a presença do professor homenageado, paraninfo da turma de Xapuri, o professor doutorando Carlos Estêvão Ferreira Castelo, que orientou as monografias de seus conterrâneos.
Ainda no primeiro bimestre desse ano devem se formar, em caráter especial, cinco alunos da Princesinha do Acre.

Parabéns aos novos bacharéis em Economia.

Foto:
*Mesa e formandos de Xapuri - Divulgação UFAC e SEE

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

É o “20 de janeiro”

20 de janeiro. Esse é o período mais movimentado da cidade de Xapuri. Período porque é assim chamado a festa do santo padroeiro do município, São Sebastião, que, apesar de ser comemorado – ou homenageado – exatamente no vigésimo dia do primeiro mês do ano, tem início o “rebuliço” em torno do dia 15, indo por volta do dia 25.

É o famoso “20 de janeiro” de Xapuri, vindo gente de diversos lugares – seja dos seringais mais longínquos, de outras cidades acreanas ou mesmo outros estados brasileiros (isso se não contarmos com nossos vizinhos bolivianos e peruanos).

Dentre os visitantes estão devotos, simpatizantes de festas, jornalistas, além dos famosos “marreteiros” – vendedores que comercializam seus produtos em pequenas barracas de lona e pedaços de madeira, “atacando” aqueles que

passam, negociando sua mercadoria a diferentes preços, com cotação diferenciada (e que tende a cair consideravelmente ao longo dos dias).

Em 2012 as comemorações não foram diferentes. Para quem mora um pouco afastado do centro da cidade estranhava a quebra da rotina e do lado pacato, especialmente no dia 20, auge da festa dedicada ao Santo.

Fosse pela quantidade de pessoas nas ruas, com o trânsito fiscalizado pelos agentes do Detran, ou pelos adolescentes compondo os carros da procissão, os escoteiros, ou os pagadores de promessas, pelas comidas típicas da festa –

tacacá, algodão doce, além de outras delícias – ou a menina que se embalava constantemente em um balanço sobre uma poça enorme de água e lama, demonstrando enorme contentamento, a 110ª Festa de São Sebastião foi marcada por um brilho que ao mesmo tempo que é típico do “Vinte” ganhou algo particular este ano.

O que causou certo estranhamento foi que em meio a

toda aquela movimentação e ânimos que fugiam do cotidiano, havia algo que quebrava aquele cenário, funcionando como uma espécie de intervenção urbana – modalidade artística muito utilizada na contemporaneidade – simbolizado por uma rede. Isso mesmo. Uma rede estava atada entre duas árvores, na praça São Gabriel, em frente à Igreja matriz de onde sairia a procissão. menina que se embalava constantemente em um balanço sobre uma poça enorme de água e lama, demonstrando enorme contentamento, a 110ª Festa de São Sebastião foi

marcada por um brilho que ao mesmo tempo que é típico do “Vinte” ganhou algo particular este ano.

Chamando a atenção de quem por ali passava, ignorada por outros, foi um curioso elemento que abrilhantou a festa – embora o dono, procurado insistentemente por muitos minutos, desaparecera ou, como disse uma das pessoas que rodeavam o local: “devia de ser do Santo”.


Fotos (de Clenes Guerreiro):

*1 - A rede;

*2 - D. Valteíza (devota);

*3 - Adolescentes da Procissão;

*4 - Grupo de Escoteiros;

*5 - Menina no balanço;

*6 - Detran - Fiscalização;

*7 - Início da Procissão;

*8 - "Marreteiros";

*9 - Escultura de São Sebastião.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

São Sebastião: Como surgiu a devoção em Xapuri

110 anos depois e a Festa de São Sebastião continua sendo acompanhada por milhares de pessoas
Os depoimentos colhidos através de relatos antepassados dão conta de que, no dia 20 de janeiro de 1902, um grupo de cerca de 100 pessoas realizou a primeira procissão de São Sebastião, no povoado de Xapuri.

A época era de conflito armado entre tropas da Bolívia e seringueiros do Acre, o que levou aqueles fiéis a recorrerem às forças da fé, colocando seus receios e anseios nas mãos de São Sebastião.

No dia 06 de agosto de 1902, Xapuri é retomado por Plácido de Castro e seus homens, dominando o intendente Juan Dias Barriento e seus antessessores. E a Vila Mariscal Sucre volta a ser Xapuri das tradições brasileiras.

Daí por diante a festa foi acontecendo, crescendo e transformando-se no mais importante acontecimento de nossa cidade.

O "Vinte", como passou a ser denominado, tornou-se, além do mais, um momento de orações e romarias.

E a imagem que é vista pelos devotos chegou na cidade entre 1910 e 1912, vinda da Itália, oferta do Dr. Epaminondas Jácome, cultuada por pessoas vindas dos mais diferentes lugares.

Esse é a 110ª Festa de São Sebastião, cultura viva do patrimônio imaterial - e religioso - da Princesinha do Acre.

Adaptado do novenário da 110ª Festa de São Sebastião.

Ilustração: Banner produzido pela Prefeitura Municipal.

Detran promove ações de segurança viária para festa de São Sebastião

Educação, fiscalização e engenharia de trânsito desenvolvem trabalhos em Xapuri

Por Igor Martins

Tudo pronto para a procissão em homenagem a São Sebastião, que ocorre hoje, 20, em Xapuri. Desde a quinta-feira, 19, com a aglomeração de romeiros, comerciantes e turistas que chegam à cidade para participar da festa e o aumento no fluxo de veículos que passam a circular no município, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) enviou para o local equipes de educação e fiscalização.

A ideia é garantir a segurança no trânsito das vias de acesso à cidade, além de atuar, em parceria com a Polícia Militar, durante a execução do evento. Para isso,blitzes vão ser realizadas em vários pontos da cidade pelo Comando Integrado de Fiscalização de Trânsito (Ciftran) e educadores de trânsito que fazem o trabalho de conscientização e adesivagem de veículos, em períodos alternados.

“A educação vai fazer o trabalho de orientação e a Ciftran, além de fiscalizar, irá reforçar a parte do policiamento, junto à PM, para que todos tenham uma festa em paz, sem acidentes. Porque só a presença dos agentes de trânsito traz uma segurança ao condutor e também para toda a população”, afirmou a diretora-geral da autarquia, Sawana Carvalho.

A procissão em homenagem ao padroeiro da princesinha do Acre está marcada para as 16h30, em frente à igreja São Sebastião, na praça principal da cidade. Milhares de fiéis devem acompanhar a imagem do santo, que passa pelas principais ruas de Xapuri.

Engenharia de trânsito no bairro Sibéria

Paralelamente às festividades de São Sebastião, a comunidade do bairro Sibéria recebe hoje, 20, sinalização vertical e horizontal, na presença do governador Tião Viana e da diretora-geral do Detran. A demanda, gerada com o asfaltamento das principais vias da localidade, conta com a inclusão de placas de trânsito, 350 m² de pinturas, entre faixas de pedestres, divisores de pista e linhas de bordo.

O presidente da associação de moradores, João Jorge da Silva, 46, reside no Sibéria desde que nasceu e vê com bons olhos a sinalização no bairro. Segundo ele, isso traz para a comunidade a sensação de que a área agora faz parte, efetivamente, do perímetro urbano do município de Xapuri. “Para nós, é motivo de alegria, porque cria a sensação de que a vida na comunidade está melhorando”.

O Sibéria fica no segundo distrito de Xapuri e é considerado um dos bairros mais antigos da cidade, remontando à época da Segunda Guerra Mundial. É um ponto vital, pois promove o acesso a vários ramais da região.


Do site do Detran.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Culto e Missa marcam a finalização do Curso de Economia da UFAC

Dentro da programação de formatura do Curso de Bacharelado em Economia da Universidade Federal do Acre, Campus de Xapuri, aconteceram duas celebrações religiosas.
O primeiro, 18 de janeiro, contou com um culto especial na Primeira Igreja Batista de Xapuri, contando com diversas homenagens aos formandos.
O segundo dia, 19 de janeiro, foi marcado com uma missa em ação de graças, na Igreja Matriz, realizada com o auxílio dos acadêmicos - finalizando, também, as novenas ao santo padroeiro da cidade, São Sebastião.
Em ambas as celebrações, independente do credo religioso dos alunos, compareceram
e participaram de todas as homenagens propiciadas pelas equipes das igrejas, reunindo parentes, amigos e fiéis de cada igreja, em um momento não somente de finalização de um curso de nível superior, mas festejando um momento de união, com sabor de saudade, aguçado pelos momentos nostálgicos, devidamente registrados ao longo de 5 anos de árduo estudo.

Na Primeira Igreja Batista foram saudados com slides contendo fotos de diversas programações, aulas, trechos que levaram muitos às lágrimas - além de músicas de preferência de alguns, cantadas por todos, seguido de depoimentos e testemunhos de quem se habilitasse a falar sobre o Curso de Economia e suas experiências.

Na Igreja Católica foram encantados com uma apresentação de teatro encenado por jovens, retratando, com muito talento, um pouco da vida de São Sebastião.
Esta, contou ainda com a presença do professor doutorando Carlos Estêvão Ferreira Castelo, orientador das monografias da turma de Xapuri, além de paraninfo do grupo, muito estimado pelos formandos.
Momentos que vão ficar registrados no blog, nos diversos cliques e flashes e no coração e na memória daqueles que participaram.

Fotos:
*1 - Missa - Por Rodrigo Garcia;
*2 - Culto - Por Rodrigo Garcia;
*3 e 4 - Teatro - Por Clenes Guerreiro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Formatura do Curso de Economia da UFAC

Turmas do Programa Especial de Economia 2011 divulgam sua programaçãoEntre os dias 18 a 28 de janeiro de 2012, as turmas do Curso de Bacharelado em Economia da Universidade Federal do Acre (UFAC) realizam as suas cerimônias de formatura dos alunos que concluíram sua graduação no final de 2011.

Em Xapuri, os graduandos tem a honra de convidar sua família, amigos, imprensa local e autoridades para a sua programação:



DIA 18/01/2012 - Quarta-feira

CULTO

Em homenagem aos formandos

Local: Primeira Igreja Batista/Xapuri

Horário: 19:30h


19/01/2012 - Quinta-feira

MISSA

Ação de Graças/homenagem aos formandos

Local: Igreja Matriz de São Sebastião/Xapuri

Horário: 19h



21/01/2012

FORMATURA

Turmas: Xapuri/Brasiléia/Assis Brasil

Local: Igreja Assembléia de Deus/Epitaciolândia

Horário: 19h





Arte:

*Divulgação UFAC

Cine Clube Telecentro

Uma boa opção para quem está de férias e não quer ficar em casa ou no computador é a programação do Telecentro da Oca Xapuri, que estará exibindo filmes duas vezes por semana, em duas seções diárias.

O Cine Clube Telecentro oferece filmes com temática infanto-juvenil e estará disponível toda quarta e sexta-feira em dois horários: às 9h e às 15h, na Oca Xapuri, na Rua 6 de Agosto, 12, Centro de Xapuri.

A iniciativa partiu dos responsáveis pelo Telecentro e é uma alternativa “cult” para quem gosta de cinema e, evidentemente, sair de casa.

Segundo Eumar Conde, um dos coordenadores da iniciativa “essa é uma maneira de ter mais opções para as crianças, adolescentes da cidade, nesse período ocioso de férias – mas que também está destinada para todas as idades.”

O Cine Clube Telecentro inicia hoje e pretende exibir os curtas de animação da Mostra do Dia Internacional da Animação de 2010.

Ainda dá tempo de conferir, não perca!


Ilustrações do curta: Dias de Sol, de Luciano Lagares.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Onde tem bruxa tem fada...


Por Bartolomeu Campos de Queirós

...Um dia Maria do Céu cansou de ser ideia.
Com as nuvens costurou um vestido.
Pediu emprestado os sapatos de um anjo.
Arrancou sua estrela e colou na ponta de um
Pedaço de raio de sol.
Com retalhos de pedaços de papel de seda - resto de
Papagaio solto de linha - construiu seu chapéu.
E Maria, ideia no céu, virou fada!

Isso faz poucos dias...


Homenagem ao escritor mineiro, nascido em 25 de agosto de 1944 e falecido hoje.

Ilustração: Suppa/ Divulgação Ed. Moderna.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

OCA Xapuri entrega prêmio para o atendente vencedor do concurso “O Atendimento que marcou minha vida”

A Diretoria OCA – Organização em Centros de Atendimento realizou um concurso de depoimentos com o tema “O ATENDIMENTO QUE MARCOU MINHA VIDA.” Para participar os agentes públicos da OCA de Xapuri tiveram que fazer um depoimento contendo entre 15 a 30 linhas do atendimento realizado que marcou sua vida. Todos os depoimentos escritos obedeceram a critérios quais sejam: Conter pelo menos uma diretriz do decreto 3357/2007, que tenha sido solucionado, ou seja, um atendimento com começo meio e fim.

Os depoimentos foram entregues para a Comissão de Pré-Seleção sem ter os respectivos nomes divulgados. Fizeram parte dessa pré-comissão: Waniza Costa, Renata Furtado, Danielle Feitosa, Hêgina Barros, Gilmário Ferreira, Terezinha Araújo e Alessandro. Os integrantes dessa comissão realizaram a seleção dos depoimentos de acordo com os critérios exigidos, entregando para a Comissão Julgadora, formada por Anderson Cogo, Margareth Ramos, Antônio Júnior e Airton Queiroga que juntos chegaram à decisão final do melhor depoimento.

Todos os agentes públicos envolvidos no atendimento e também retaguarda estavam aptos a participar, com exceção da gerencia e coordenadores da OCA-Xapuri e servidores presentes na comissão julgadora.
O resultado foi divulgado na última quinta-feira, 22, na OCA de Xapuri. O Agente Publico do Instituto de Identificação, Kenny Roger Dantas Barros, ganhou o concurso e levou como Prêmio um Netbook e uma placa alusiva ao concurso.

Foram também classificados:

2º Colocado: Clenes Alves da Silva
3º Colocado: Queila de Freitas
4º Colocado: Erivan Ribeiro Rodrigues

Confraternização da OCA Xapuri

Momentos de felicidade é poder estar perto, mesmo que por um curto período de tempo, das pessoas que, de alguma forma, fazem parte de nossas vidas. Assim, os funcionários da Oca Xapuri, compartilharam um dia de comemoração e união, na festa anual de confraternização.
Tal confraternização ocorreu no dia 22 de dezembro de 2011, no Dom Bosco, em Epitaciolândia, em um dia de conversa, música, exibição de slides com fotos de 2011 de atendimentos da Oca, contação de história, entrega de panetones, além do tradicional amigo oculto, com troca de presentes e descrição humorada de cada participante.
Apesar de ter sido um dia com muita chuva, todos gostaram bastante, partilhando, também um delicioso almoço, seguido de um bonito bolo de sobremesa.
Esse dia também foi marcado pela entrega do Prêmio do Concurso interno da Oca “O atendimento que marcou
minha vida” – mas isso é assunto para a próxima postagem.




Fotos:


*1 - Quase todos os funcionários da OCA Xapuri - Divulgação OCA;
*2 - Bolo - Por Clenes Guerreiro;
*3 - Presentes - Por Raíza Virgínia;
*4 - Árvore de Panetone - Por Erivan Rodrigues;
*5 - Raíza recebendo panetone - Por Clenes Guerreiro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Primeira turma dos Cursos de Artes da UnB defende monografia

A relação entre teoria e prática no Ensino das Artes, apesar de dimensionar conhecimentos específicos, ocorre em um espaço de comunhão entre o que seriam dois tipos específicos de experiência prática cada uma com sua própria dimensão teórica, de modo a promover uma unidade de conhecimento amalgamada de sentido e constituinte de um campo do saber. Em tantas palavras, a práxis da teoria/prática do Ensino das Artes suscita simultaneamente tanto considerações sobre procedimentos, intenções e realizações de experiência estética, bem como sobre circuitos, contextos, agências e devaneios da forma de apresentação, exposição e avaliação de conteúdos. De alguma forma, a concepção, inspiração, criação, fruição, contemplação ou recepção do que é considerado artístico gera instâncias específicas de análise, crítica e entendimento, bem como de ensino/aprendizagem.
E foi dentro desse sentido, filosófico da Arte, por assim dizer, que nos últimos quatro anos, acadêmicos dos Cursos

de Artes Visuais e Teatro se embrenharam no caminho da busca por um ensino engajado das Artes na educação brasileira.

Sendo a primeira tentativa de levar Cursos Superiores de Artes para diferentes localidades brasileiras, a Universidade de Brasília, através do programa Universidade Aberta do Brasil, disponibilizou no formato à distância Licenciaturas em Artes Visuais, Teatro e Música, possibilitando a formação de dezenas de professores, em pólos estabelecidos nos Estados do Acre, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, Tocantins, Bahia, Paraíba, AlagoasMinas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.

Para finalização dos Cursos, os acadêmicos defenderam seus Trabalhos de Conclusão de Curso, em datas estabelecidas pela UnB, em cada pólo onde foram ofertados.

Dessa forma, em Xapuri, nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, 9 alunas de Artes Visuais e no dia 14 de dezembro, 1 aluno de Teatro, apresentaram suas monografias a uma banca de 02 professores vindos de Brasíli (para cada Curso)a, juntamente com os tutores presenciais, sendo aprovados como os mais novos Licenciados em Artes do Estado do Acre.

As apresentações aconteceram conforme seguinte cronograma:

Artes Visuais:

Apresentações de terça-feira, dia 29/11:
1 - Rosemeire Ribeiro Cunha Caetano
2 - Fernanda Gomes dos Santos
3- Maria de Fatima da Silva
4 - Marcia Regiane Nogueira Pereira

Apresentações de quarta-feira, dia 30/11:
1- Fabia Gonçalves Franklin
2 - Silvia Cristina Zulian
3 - Ligia da Silva Vasconcelos Costa
4 - Ceilde Nely Menezes
5- Lourdes Eufrasia Torres da Silva

Teatro:

Apresentação de quarta-feira, 14/12:

1 – Clenes Alves da Silva

A formatura de ambos os Cursos está prevista para fevereiro de 2012.


Fotos:

1 - Clenes e professores da banca - Por Clemilsa Alves;

2 - Márcia e professoras da banca - Por Clenes Guerreiro.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A invasão dos porcos



Por Jairo Salim de Lima


Esta é mais uma história que só poderia acontecer no principado de Xapuri. Os fatos aqui relatados são históricos e recheados de pormenores que outros chamariam de licença poética. Se a memória da Deise e do Augusto não falha, a tal invasão aconteceu no ano de 1928.

Naquela época o principado era um pequeno ajuntamento de fortes e bravos. Homens e mulheres que fincaram suas raízes no chão das fagáceas e euforbiáceas para construir o futuro. Havia libaneses recém-chegados, portugueses instalados e arigós espalhados e por vir. Neste balaio edificava-se uma sociedade fraterna, alegre e recheada de causos.


Estradas não havia. Mas tinham chatas* e batelões. O Rio Acre era a via transporte e quando enchia era uma beleza: o boto perdia a maninha e o barranco ficava miúdo.
As ruas eram de terra e sem energia elétrica. Quando chegava embarcação com gado para o curre**, era uma farra:
- Corre que lá vem o boi brabo!
Os carnavais nesta época eram charmosos e elitizados. Mas o rancho popular compensava. O Zeca Torres comandava a banda e muitos bambas seguiam os seus passos, como o Roldão e o Aurélio Abuache.
O Clóvis Melo e o Zé Manduca formavam a dupla de zaga do time dente-de-leite do América e o Prezado (Antônio Zaine) soltava pepeta na Major Salinas.
Nesta época, o Padre José ainda treinava para ser sacristão, a Carmem Veloso era estudante interna no Colégio das Freiras e o grande empreendedor era Sadala Cury.


Eu quase me esqueci das queixadas. Vamos lá.


De acordo com os relatos, numa manhã tranqüila - como, aliás, são todas as manhãs em Xapuri, os libaneses jogavam gamão na sinuca do Tuffic. Os portugueses, reunidos na Limitada, falavam da terrinha. E os arigós, trabalhavam para os dois grupos.
Como se fosse uma visagem, assim, do nada, um bando de queixadas*** apontou pelos lados da Sibéria. A quantidade de animais e o barulho que faziam eram medonhos. Fosse o Padre José diria algo do tipo: Era tanta queixada que o ponteiro estava na beira do Rio Acre enquanto o rabeta ainda atravessava o Rio Iaco, lá pelas bandas de Sena Madureira. Parece até, que a Maria de Belém ouviu o barulho delas quando cosia no Seringal Porvir, perto de Brasiléia.


Aqueles que testemunharam os fatos confirmam: era um bando de queixadas como ninguém jamais vira ou veria.
Pois elas caíram na água com beira****, e atravessaram o rio sem dó.
Foi um corre-corre danado, um Deus no acuda: era gente se escondendo; subindo nas árvores; trancando portas e janelas.
As queixadas entraram em casas e quintais, destruíram hortas e plantações. Enquanto uns se escondiam, outros armados com paus e pernamancas, mandavam o porrete nas invasoras. Até o velho Tuffic derrubou quatro das grandes.
A tempestade de queixada durou um dia inteiro.


Quando tudo parecia calmo, aparecia um bicho perdido e recomeçava a caçada. Depois do vendaval, havia animal morto em toda parte. Foi um susto danado!
Eu fico pensando na turma retirando carcaça de queixada da cozinha, do quintal, da privada. Dizem que os moradores de Xapuri comeram carne de queixada até o Natal de 29. Outros dizem ainda que, um bando de queixadas como aquele, é coisa de caboquinho da mata, curupira ou fruto de imaginação fértil.
Mas é verdade mesmo. O fato aconteceu.


Há relatos recentes dando conta que, em 2006, outro bando de queixadas resolveu visitar Xapuri. Desta feita, talvez por memória genética, não atravessaram o rio.


Sabe-se que, chegaram à beira da água; olharam a cara do Abdon; tomaram um susto; deram meia-volta e se embrenharam nas matas do João de Arruda, morrendo de medo. Eu acho que é invenção do Quinha (Aurélio) e do Boi (Raimundo), mas eles juram que não.


Glossário:
Chatas*: barcos movidos a vapor, com roda de pás; gaiolas.
Curre**: O mesmo que matadouro.
Queixada***: Porco selvagem de barbas brancas.
Com beira!****: Em xapurês, significa: com força; vigor; intensidade.


Autoria de Mestre Jairo Salim de Lima, citado no perfil do Facebook de Rubens Santana,o Rubinho.
Arte de F. Ferr.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Confraternização do Museu do Xapury e Espaços de Memória Chico Mendes 2011

Confraternizar é o momento de reunir as pessoas que tem alguma afinidade, comemorando uma data específica, celebrando o direito de conviver em harmonia, não importando os percalços que surjam no caminho – seja no trabalho, na família ou na escola – marcando momentos de descontração que ficam registrados na memória e no coração daqueles que participam.
E foi com esse espírito que no dia 16 de dezembro de 2011, os funcionários do Museu do Xapury e dos Espaços de Memória Chico Mendes, se reuniram, às 10h, no Café Regional, para fazer sua confraternização anual.
Em meio a animosidade do grupo, houve troca de presentes – com o tradicional amigo oculto – e a degustação da comida regional do local, devidamente registrado pelas lentes das câmeras dos participantes.
Os funcionários aproveitaram para colocar a conversa em dia e trocar votos de um bom natal e um ano novo cheio de realizações pessoais e profissionais.
E tal momento, como não poderia deixar de ser, foi devidamente registrado pelo História Multimídia de Xapuri!

Fotos:
*1 - Comes & bebes - Por Clenes Guerreiro;
*2 - Troca de presentes - por Bismarque Melo;
*3 - Funcionárias - por Bismarque Melo;
*4 - Funcionários e Clenes - Caticilene Rodrigues.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Laços e Punhais



Certa vez errei uma tecla do computador e em lugar de "perdas" saiu "peras". Eu ia corrigir, mas li de novo, achei muito mais bonito e deixei assim. Ninguém reclamou, nem os revisores...

Dessa maneira acontecem mal-entendidos: amizades se perturbam, amores se rompem, pessoas se desencontram e magoam...

Palavras esvoaçam como bilhetes, sinais de fumaça ou borboletas perdidas...

Então nem sempre que alguém dizia "flor" o outro pensava "flor"? E podia entender "pedra"? Nada era simples.

Pra mim as palavras eram objetos mágicos, mas via que podiam ser traiçoeiros. Belos de olhar, mas duros, com arestas cortantes; caramelos de vários sabores que eu deixava rolar na boca com delícia, porém a gente podia se engasgar, até morrer.

Não era só prazer a linguagem: peras, perdas, fazer falta, estar em falta ou sentir falta. Desacordo, desconserto. Ambivalentes como nós, palavras preparam armadilhas ou abrem portas de sedução.

Embalam ou derrubam, enredam em doces laços, ou nos matam dolorosamente -- como punhais.


O texto é de Lya Luft, escritora.

A arte é de Ricardo Alves.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Reforço Escoteiro


Por José Pereira

No dia 16 de dezembro de 2011, no auditório da escola “Divina Providência”, realizou-se a promessa escoteira de seis

novos escoteiros, um lobinho e mais três chefes que já vinham trabalhando com o 6º Grupo de Escoteiros Marechal Cândido Rondon há algum tempo. A solenidade contou com as ilustres presenças do prefeito municipal Ubiraci Vasconcelos, Sargento Eucimar Pinheiro representando a Policia Militar no município, assim como algumas educadoras, pais dos escoteiros, grupo de escoteiros e várias pessoas da comunidade. Segundo o chefe Odahil Cardoso, a aquisição de novos membros para a chefia do grupo só reforça a qualidade no trabalho que o mesmo desenvo

lve há anos no sentido de contribuir para a formação de cidadãos responsáveis e comprometidos com o seu papel na sociedade.

Os chefes que realizaram a promessa foram: Ana Adelaide, Francinei e José Pereira.

Após a cerimonia de promessa, foi servido um coquetel previamente organizado pelo grupo de escoteiros em parceria com os pais e a Prefeitura municipal.


*José Pereira é formado em História pela Universidade Federal do Acre e Gestor de Políticas Públicas lotado no Departamento Estadual de Trânsito do Acre.

*As fotos são de divulgação do 6º Grupo de Escoteiros Marechal Cândido Rondon.

Momento Retrô


Verdade que no mês de dezembro acontecem muitas coisas interessantes antes da finalização do ano. Mas também é um período em que estamos fechando ciclos na nossa vida, participando de confraternizações, festinhas, refletindo, vivendo - além de engordar alguns quilos com a quantidade de guloseimas hipercalóricas típicas do mês ingeridas sem muitas preocupações.
Sendo assim, não podemos descartar que muitos fatos aconteceram e são histórias que merecem ser registradas - vamos tentar, pelo menos nessa semana, atualizar o que 'quase' ficou perdido.
E brindemos o novo ano - sem esquecer de refletir sobre nossas ações anteriores.

Muita Luz!

Narciso e o Lago



Quase todo mundo conhece a história original (grega) sobre Narciso: um belo rapaz que, todos os dias, ia contemplar seu rosto num lago. Era tão fascinado por si mesmo que, certa manhã, quando procurava admirar-se mais de perto, caiu na água e terminou morrendo afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que passamos a chamar de Narciso.


O escritor Oscar Wilde, porém, tem uma maneira diferente de terminar esta história. Ele diz que, quando Narciso morreu, vieram as Oréiades – deusas do bosque – e viram que a água doce do lago havia se transformado em lágrimas salgadas.


“Por que você chora?”, perguntaram as Oréiades.
“Choro por Narciso”.


“Ah, não nos espanta que você chore por Narciso”, continuaram elas. “Afinal de contas, todas nós sempre corremos atrás dele pelo bosque, você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza”.
“Mas Narciso era belo?”, quis saber o lago.


“Quem melhor do que você poderia saber?”, responderam, surpresas, as Oréiades. “Afinal de contas, era em suas margens que ele se debruçava todos os dias”.


O lago ficou algum tempo quieto. Por fim, disse: “eu choro por Narciso, mas jamais havia percebido que era belo. Choro por ele porque, todas as vezes que ele se deitava sobre minhas margens, eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria beleza refletida”.


EXCELENTE 2012!



O texto, assim como a imagem, é do escritor Paulo Coelho - parte dele encotrada no prólogo de seu livro 'O Alquimista'.