As superstições de minha avó

Por Clenes Guerreiro

Minha avó sempre tinha uma superstição para tudo. Não importava se você acreditava ou não, sempre vinha ela com uma resposta para algo inusitado que ocorresse com seu corpo, principalmente.

“-Coceira na mão? É dinheiro que virá em breve.” – Dizia ela. “-Olho ‘tremelicando’? Se for o direito é alegria. Mas se for o esquerdo, ihhhh, é raiva na certa.”

Eu ficava sempre de orelha em pé e me divertia com as coisas fantásticas que, segundo a tradição popular expressa pela senhora, mãe da minha mãe, podiam prever um futuro que, pelo visto, estava sempre muito próximo.

Outras coisas mais como topada em uma pedra, na rua, pode significar que alguém está querendo ‘roubar’ a pessoa amada; dor nas articulações bem que podia ser reumatismo, mas se não for frequente é sinal de que o tempo irá mudar – “ou chuva, ou friagem”.

Esses dias fiquei recordando da minha avó, já falecida, com muita saudade e lembrando das coisas supersticiosas que me dizia...

Também pudera. Em um só dia aconteceu um pouco de tudo: meu olhos ‘tremelicaram’, minha articulação do joelho esquerdo doeu, a mão coçou, levei uma topada em um tijolo que quase me arrancou o dedo...

Bem, eu não acredito em superstições. Se acreditasse... nossa, acho que poderia dizer que o fim do mundo, de fato, está muito próximo – ou pelo menos é o que diria a Dona Nenzinha, minha avó.
 
A imagem foi tirada do blog Juiz de Fora Online.

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