domingo, 28 de novembro de 2010

Filme ‘Arte na Ruína’ participa do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Começou na noite de terça-feira, 23 de novembro, a mostra competitiva do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde participam grandes nomes do audiovisual nacional.

Uma semana inteira dedicada ao cinema brasileiro, que premiará diversas categorias, dos mais (in)revelados estados do Brasil.

O FBCB é um dos mais tradicionais festivais do país e, por ser o último no calendário de mostras de cinema e exigir ineditismo dos filmes participantes, causou polêmica em 2008 por trazer majoritariamente documentários na mostra competitiva de longas metragem em 35mm.

Esse ano, trazendo mais uma inovação, exibirá a mostra de documentários produzidos pelo programa Petrobrás ‘Revelando os Brasis’, dirigidos por artistas de cidades de até 20 mil habitantes e selecionou um documentário acriano, de Xapuri, terra de Chico Mendes, intitulado “Arte na Ruina’, lançado em 2008.

Arte na Ruína, com roteiro e direção de Wagner San e Clenes Alves, conta a história do Grupo de mesmo nome, da cidade de Xapuri, um pequeno mundo no Acre que se tornou palco para a tão necessária reconstrução de dois mundos em ruínas: uma delegacia abandonada e um grupo de jovens artistas oprimidos. O projeto Arte na Ruína (a 50 metros da casa do líder Chico Mendes) tem se tornado o símbolo de uma arte experimental onde um único jovem aceita o desafio de revelar para o público, através do espetáculo ‘O Ensaio Surreal do Grito Sufocado’, detalhes que levaram seus habitantes e artistas ao palco de suas vidas.

O filme acriano será exibido na programação do dia 29/11, às 15h, na Sala Alberto Nepomuceno do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília e já é um dos mais aguardados pelo público.

A mostra competitiva começa hoje e vai até a próxima segunda-feira (29). A expectativa da organização é que 70 mil pessoas acompanhem o festival, que vai distribuir R$ 550 mil em prêmios.

Mais informações no site: http://www.festbrasilia.com.br/2010/ e http://artenaruina.blogspot.com

As fotos são de divulgação do filme (e o banner do Festival).

sábado, 20 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra


"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra."

A frase é de Bob Marley, que postamos em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Para brindar tão importante data também postamos fotos da bela Maiele Paula, dançarina do Arte na Ruína e funcionária da Natex.

Foto:
*Acervo pessoal de Maiele Paula.

Auto da Estrela Guia - Teatro sobre o nascimento de Cristo

Hoje, às 20h, no Painel dos Mártires, a Cia. Mosaico, de Mato Grosso, juntamente com alunos dos cursos do Instituto Federal do Acre (IFAC), encenam o espetáculo "Auto da Estrela Guia", sob direção de Sandro Lucose.
O espetáculo (re)conta uma história muito conhecida: o nascimento de Jesus Cristo, mas de uma forma que você nunca viu: cheia de humor, com muita música antiga, ciranda e animação.
O folclore brasileiro é um dos elementos marcantes da encenação, deixando o espetáculo com uma cara familiar e cheia de humor, com o toque nacionalista fortemente explorado.
O espetáculo é resultado de mais um projeto da Cia. Mosaico, fundada em 1995 no Mato Grosso, com o IFAC - contando com as participações extras do Hemoacre e da Fundação Elias Mansour (FEM) - que vem sendo ensaiado desde julho.
O projeto prevê ainda apresentações na Concha Acústica amanhã, dia 21, em Rio Branco, além de oficinas em escolas da rede estadual de educação de Rio Branco.
Para quem acha que já viu tudo sobre o nascimento de Cristo vale a pena ir conferir a apresentação.
Entrada franca!

Foto: *Auto da Estrela Guia - Por Maurício Oliveira.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Fiz uma tatuagem!

As pessoas tem perguntado tanto que resolvi fazer uma postagem aqui no blog sobre um dos meus grandes feitos dos últimos tempos: fiz uma tatuagem.
No último dia 26 de outubro, quando fui acopanhar minha irmã Clemilsa, no tatuador "Monkey" - Macaco, para os íntimos - resolvi que iria fazer uma tatuagem.
Nunca pensei em fazer uma mas sabia que se um dia fizesse teria de ter algum significado, pois não queria algo no corpo - por sinal, definitiva - que não trouxesse alguma história para mim, mesmo que implícita.
Então, foi assim que quando o 'Macaco' me perguntou o que iria tatuar à tarde do dia seguinte (pois marcamos pela manhã de um dia para fazer à tarde do outro) disse expontaneamente: "o nome Dallyanna e o símbolo do infinito". Evidente que ele logo me perguntou quem era Dallyanna, pois se fosse algum amor não recomendava, pois "tatoo é definitiva e não tem como voltar atrás, se arrepender", disse ele.
Então foi aí que sorri e disse que Dallyanna foi alguém especial, um amor sim, uma prima e amiga, uma alma irmã que nem a morte é capaz de separar. Ele sorriu e me disse: "então faço questão de tatuar."
Assim, fiz a minha tatoo, sem a dor gritante que muitos diziam ter, com toda a responsabilidade e profissionalismo de 'Monkey', além do material (descartável e com tinta específica para a pele).
Como receita ele passou uma pomada cicatrizante, recomendou que não comesse comida 'reimosa' e nada de bebidas alcoólicas por 15 dias (sacrifício que vale muito a pena).
Esses dias estava lendo na internet uma frase de autor desconhecido que dizia: "quem tem tatuagem tem todas as cores" - gostei muito de saber disso.
E sobre as certezas da minha vida: Adorei a tatuagem; Dallyanna merece; e certamente não vou parar por aí!

Pois é, fiz uma tatuagem! e gostei!
Fotos: Tatoo Clenes - Por Clemilsa Alves

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Xapuri em imagem: Igreja Católica

A centenária Igreja Católica - Paróquia de São Sebastião, clicada por Clenes Alves.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Infância despedaçada

A vida nos obriga diariamente a sermos muitos e ao mesmo tempo únicos... tão únicos que por vezes nos tornamos egoístas, egocêntricos, pouco solidários e apesar de termos dois ouvidos e apenas uma boca nos preocupamos mais a falar do que a ouvir... e quando nos dispomos a ouvir muitas vezes nem deixamos as pessoas falarem tudo.
Sei que para alguém chegar ao ato extremo de tirar a própria vida – único patrimônio de que de fato temos nessa missão terrena – é porque a dor, nem sempre evidente se entranha, como um câncer, em todo o ser.
E no caso de uma criança, que tem (ou pelo menos deveria ter) experiências lúdicas, quando a dor se torna maior do que o desejo de viver é porque algo de muito errado se intensifica no roteiro que deveria ser “normal” no cotidiano infantil que constrói o adulto que serão (ou poderiam ser).
A lástima, mesmo tarde, se abate no cotidiano pacato de uma cidade tão pequena e tão cheio de tragédias.
Que o espírito de Diersy encontre a luz e conforto nos braços da espiritualidade. Que lhe sejam dados o amor, o carinho e o conforto que não encontrou nessa existência terrena.
E que nos seja dada a reflexão e o esclarecimento necessário para que não permitamos que mais à frente outros casos idênticos venham a acontecer.
Muito amor (a todos... nós)!

Essa é uma singela homenagem ao acontecimento trágico, com o suicídio da pequena Diersy, no último dia 05/11, de apenas 11 anos, uma criança que partiu brutalmente sem que alguém explique seus reais motivos. Fica o lamento e o desejo de que passemos a ouvir mais para que coisas assim não voltem a acontecer.

Foto:
*Vela - Por Clenes Alves.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Acadêmicos de Teatro participam de oficina de interpretação

Ontem, na cidade de Brasiléia, acadêmicos do Curso de Teatro da Universidade Aberta do Brasil através da Universidade de Brasília (UAB/UnB) dos pólos de Xapuri e Brasiléia, participaram de uma oficina de interpretação teatral ministrada por Roustang Castro, ator e professor da UnB.
A oficina teve os princípios básicos da interpretação, explorando a gestualidade e a máscara, além de fazer parte da avaliação presencial da disciplina de Laboratório de Teatro 3.
O Curso de Teatro, no pólo de Xapuri, faz parte de um programa de abertura das universidades, com o objetivo de levar licenciaturas a lugares que tem necessidade de profissionais cuja formação não é muito disponibilizada, contando ainda com os Curso de Artes Visuais e Música.
Ainda nessa disciplina está prevista mais uma oficina presencial - os artistas, acadêmicos e futuros arte-educadores de teatro agradecem!

Fotos:
*1 e 2: Posando com Roustang - Por Sônia Rodrigues.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Arte na Ruína recebe visita técnica de seleção do Prêmio Cultura Viva

Quando um grupo de 32 jovens, advindos dos mais diferentes segmentos artísticos, se reúne para mostrar, através de seus vastos talentos, que podem resistir às mazelas impostas até mesmo pelo poder público - que deveria lhes dar espaço - surge a força e a magia.
Tal encontro aconteceu dentro das fortalezas de Chico Mendes, maior inspirador, pois mesmo quando sua vida estava ameaçada não desistiu de lutar por dias melhores para si e para os seus. Agora, há menos de 100m de sua casa, dentro de uma delegacia velha, abandonada e em ruínas, tendo como teto as estrelas do céu, os jovens artistas fazem seu empate, só que, mesmo semelhante ao do tempo de Chico, é empate cultural, em favor da juventude xapuriense e da arte advinda das florestas.
Assim, em 2007, surge o Grupo Arte na Ruína, que oferece ao público local oficinas de teatro e contação de histórias, dança e movimentos corporais, música e jogos musicais, artes plásticas, além do espetáculo "O ensaio surreal do Grito Sufocado", apresentado dentro das ruínas da antiga delegacia.
Inscritos no Prêmio Cultura Viva - 3ª Edição - O Arte na Ruína passou por várias etapas e chegou na final, concorrendo entre os 40 finalistas (10 na categoria Grupo Informal), recebendo a visita técnica, podendo mostrar na prática o belo trabalho que fazem na Princesinha do Acre.
Quem veio conhecer os guerreiros artistas foi Éder Camargo, historiador, professor, consultor de projetos, visitador dessa edição do Cutlura Viva, onde pode acompanhar em, basicamente, 02 dias o trabalho dos artistas.

As oficinas -As oficinas de teatro e contação de histórias, música e jogos musicais, dança e movimentos corporais, artes plásticas acontecem geralmente entre quinta e sábado e são ministradas em espaços cedidos para os oficineiros (Museu do Xapury, Espaço Casa Branca e o próprio prédio da delegacia abandonada), ofertada a crianças, adolescentes e jovens do município; Para as oficinas são ofertadas além dos saberes artísticos, lanche para os participantes, advindos de doações de comerciantes locais e, quando não há quem doe, do próprio bolso dos artistas do grupo;

O espetáculo - O "ensaio surreal do grito sufocado" vem recebendo roupagens diferenciadas ao longo dos anos, mas permanece com o seu elenco de cerca de 25 artistas - entre músicos, atores, sonoplastas, contrarregras, maquiadores, dançarinos - e é encenado dentro da delegacia velha, entre às 19h e às 21h, a cada 15 dias, sempre na sexta-feira ou sábado;
A limpeza do espaço - A limpeza fica por conta dos próprios artistas, que não se incomodam em preservar o espaço em meio à descontruação típica do lugar, onde todos participam, com divisão das tarefas;

Novos artistas - Geralmente são recrutados novos artistas, de acordo com a necessidade, dentro das próprias oficinas minsitradas pelo Grupo, mapeando os talentos e a vontade dos participantes;

Homenagem - Entre as homenagens feitas pelo Grupo devem ser destacadas duas: a que é feita a Chico Mendes, inspirador dos jovens, por quem é cosntruído o sonho, o texto, músicas e concepção cênica; e Dallyanna Lima, jovem artista que se despediu dos palcos da vida, deixando saudades e os sonhos a serem realizados pelos amigos do Grupo - aqui, pode-se dar destaque especial à sala 'Eternamente Dallyanna', que conta com textos do livro deixado pela atriz, além da interpretação ficar por conta de pessoas que tiveram envolvimento pessoal e profissional com ela;

Sobre o Prêmio Cultura Viva - Os jovens estão ansiosos por saber o resultado, mas reconhecem que o maior prêmio já cosneguiram: conseguir fazer arte em um lugar distante, onde muitos desacreditam em seus talentos, mesmo assim sendo capazes de fazer uma intervenção, um empate cultural, baseados nos sonhos e ideais de Chico Mendes, onde ousam acreditar que dias melhores virão - e tudo isso pode ser possível por meio da arte!
O resultado final deve sair até a primeira quinzena de dezembro.

Fotos:
*1 - Arte na Ruína - Dia de apresentação - Divulgação do Grupo;
*2 - Laboratório do Grupo - Espaço Casa Branca, no dia 04/11 - Éder Camargo;
*3 - Laboratório do Grupo - Participação de Éder e Willis, no dia 04/11 - Clenes Alves;
*4 - Apresentação do "Ensaio Surreal do Grito Sufocado" - no dia 05/11 - Éder Camargo;
*5 - Limpeza do espaço - Por Clenes Alves.