domingo, 10 de maio de 2009

Rua do comércio

Xapuri, em tempos saudosos, era uma cidade que tinha ricos comerciantes que vendiam suas mercadorias para a população urbana. Abasteciam também os seringais com suas mercadorias e traziam daquelas unidades grandes quantidades de borracha e outros produtos provenientes da floresta. As grandes casas comerciais de Xapuri como a Casa Galo, A Limitada, a Zaire e a Kalume costumavam fazer com frequência este tipo de transação comercial. Estas eram ligadas à comerciantes de prestígio, que faziam parte da elite local.

Os produtos oriundos dos seringais xapurienses eram comercializados nas casas comerciais. Eram nesses lugares que se aviavam as mercadorias.

Havia couros e peles. As peles de animais silvestres vindo ali pela beira do barranco. Ninguém roubava.

Era na Rua do comércio que era encontrado “de tudo”. O comércio de Xapuri era abundante, farto, e contava tanto com produtos nacionais como estrangeiros. Era possível achar em suas lojas comerciais os melhores tecidos tais como linho, casimira, seda de toda a qualidade, rendas de todos os tipos, jogos de porcelanas para se escolher, vinhos importados de todos os tipos, jogos de porcelana para se escolher, azeitonas em barris, presuntos bem embalados, tudo uma verdadeira delícia ao paladar e aos olhos.

Rua do Comércio, hoje chamada 17 de Novembro, é parte marcante da história da Princesinha do Acre em tempos de efervescência da borracha.


Ilustração:

*Rua do comércio - de Charel

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