A vida nas famílias xapurienses (Período de 1940 – 1960)

Nas décadas de 1940 a 1960 as famílias xapurienses tinham seus valores centralizados na educação familiar, escolar e religiosa. A família era patriarcal, conservadora e tradicional. O pai representava a figura central, onde todos deviam temê-lo e obedecê-lo, fazendo aquilo que ele mandava e não o que ele fazia. A figura da mãe era vista como a “rainha do lar” onde tinha obrigações de cuidar bem dos filhos, marido e dos trabalhos domésticos.

Cabia somente aos homens trabalhar “fora” e garantir o sustento da família. As mulheres desempenhavam sua função dentro do lar, pois, na vida pública, ainda não havia conquistado os seus espaços. Eram muitas vezes reprimidas de seus desejos, anseios, sonhos vivendo subjugadas às ordens de seus esposos.

O pais é que escolhiam a “pessoa ideal” para casar com seus filhos, dependendo da classe social e da família em que estavam inseridos. A maioria dos casamentos se dava por interesse econômico entre ambas famílias.

Os filhos, desde cedo, eram encaminhados para a escola, onde havia apenas duas instituições escolares: uma pública (Grupo Plácido de Castro) e outra particular (Colégio Divina Providência). Esta última, governada pelas freiras, com o ensino pago e restrito às classes abastadas. Os filhos dos seringalistas iam estudar em Belém, Rio de Janeiro e outros lugares. Dificilmente voltavam.

As famílias sobreviviam baseadas no extrativismo vegetal: coleta de castanha-do-Pará, extração da borracha e venda de peles de animais. A renda concentrava-se na mão dos seringalistas e grandes comerciantes vinculado ao sistema de aviamento das casas aviadoras de Belém e Manaus.

Existia apenas uma religião: a Católica Apostólica Romana, onde o padre exercia influência nas famílias. Ele batizava, casava e dava várias opiniões durante as “confissões”.


Fonte Pesquisada:

Xapurys nº 1 – Dossiê História de Xapuri – UFAC. Xapuri, outubro de 1995.

Fotos:

*1 - Antônio e Adelina Morte da Costa com seus filhos Delmar e Mariete - acervo família Morte da Costa;

*2 - Afonso Zaire e Francisca Bastos - Acervo Particular da Sra. Rosemary Martins da Costa.

Comentários

ricardo disse…
olha a cara de comportadas dessas crianças, naquela época era assim mesmo, os pais tinham o que os mais velhos chamam de "moral" com os pimpolhos.
E para tirar foto todos se produziam ao extremo para não fazer feio.
Os casais também mantinham uma postura invejável, mas o homem (o que não mudou muito) era o chefe, comandava a relação, a casa, tinha mais "moral" com os filhos, essas coisas que bem conhecemos.
Muito relevante as informações do blog. Vão se aprofundar mais tarde, acredito.
ricardo disse…
E as fotos foram desenterradas, não é? :)
Muito bom mesmo!
Sou de Rio Branco e bem conheço a Princesinha, só acho q os governantes esqueceram quão importante é essa cidade não só pra história do Acre, mas do Brasil!
Iniciativa louvável.
Gostaria de um e-mail para contato.
Já virei seguidor do espaço.
Danny disse…
Oiê...

como as famílias eram chiquéééééérrimas, sem falar nossos filhos (capetinhas com cara de anjin, quero meus filhos assim nas fotos).

Bjos
Danny disse…
hum,

existe família com sobrenome "Morte" aí em Xapuri???
Que diferente.

Bjos
Danny disse…
Não sei se acho uma coisa que deva ter saudade da época onde as famílias eram certinhas d+. Hoje a coisa é diferente, temos mais liberdade p/ tudo, temos independência. Melho assim.

Postagens mais visitadas deste blog

Dia Internacional da Animação 2015